O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (18), durante um encontro estadual do PL no Espírito Santo, que a Lei Maria da Penha “é um pedaço de papel” e declarou que a legislação “não vai defender as mulheres”. Segundo ele, a defesa das mulheres integra a pauta da direita e um eventual governo comandado por ele adotaria medidas mais rígidas contra autores de violência doméstica.
Durante o discurso, Flávio afirmou que pretende ampliar o tempo de prisão para condenados por esse tipo de crime e criticou a realização de audiências de custódia. O senador também citou ações do ex-prefeito de Vitória e pré-candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), como exemplo de política voltada à proteção das mulheres.
Ao defender sua proposta, o parlamentar declarou: “A gente tem lei no Brasil e esses marginais vão ter que ficar sim muito mais tempo presos, não vai mais sair em audiência de custódia. Esse pedaço de papel que é a Lei Maria da Penha não é o que vai defender as mulheres, o que vai defender as mulheres é o que o Lorenzo fez enquanto prefeito e o que vai fazer como governador e o que nós vamos fazer em todo o Brasil”.
As declarações foram feitas durante o encontro estadual do PL realizado no Espírito Santo. O evento reuniu lideranças do partido e integrou a agenda da pré-campanha presidencial do senador.
Na sexta-feira (17), Flávio Bolsonaro apresentou o programa “Brasil por elas”, voltado ao público feminino. Entre as propostas anunciadas está a distribuição de celulares para mulheres de baixa renda.
O lançamento do programa ocorreu durante uma transmissão ao lado de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Jair Bolsonaro. Ela é apontada como uma das cotadas para ocupar a vaga de candidata a vice-presidente na chapa do PL.
A aproximação com o eleitorado feminino ocorre após episódios envolvendo Michelle Bolsonaro. Em junho, a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em que afirmou ter sido “humilhada” e “maltratada” pelo enteado.
A definição do candidato a vice-presidente do PL ainda não foi anunciada. Apesar das negociações para ampliar alianças com partidos do Centrão, a legenda ainda enfrenta resistência de parte das siglas e mantém aberta a possibilidade de disputar a eleição com uma chapa formada apenas por integrantes do próprio partido.