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Em Ceuta, finlândia e Itália e querem expulsão da Espanha do Espaço Schengen por crise migratória

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Em Ceuta, finlândia e Itália e querem expulsão da Espanha do Espaço Schengen por crise migratória

A ministra do Interior da Finlândia, Mari Rantanen, declarou nesta sexta-feira (31) apoio à proposta de excluir a Espanha do Espaço Schengen devido à crise migratória em Ceuta, cidade autônoma espanhola na fronteira com o Marrocos. A possibilidade já vem sendo analisada pelo governo da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

Em publicação na rede social X, Rantanen afirmou que a Espanha “fracassou completamente” na proteção da fronteira externa do Espaço Schengen contra a imigração irregular.

“Isso não pode continuar. Todos os países europeus devem apoiar a proposta de Meloni. Os países que não cumprem sua obrigação de proteger a fronteira externa não podem ser membros de Schengen”, escreveu.

Em entrevista ao jornal finlandês Helsingin Sanomat, a ministra, integrante do partido de direita Verdadeiros Finlandeses, classificou os acontecimentos em Ceuta como um “fracasso absoluto” da política migratória espanhola e descreveu a entrada de migrantes ocorrida na quinta-feira como uma “invasão migratória”.

A crise começou no início da semana, quando dezenas de jovens atravessaram a nado o trecho entre Marrocos e Ceuta. Na quinta-feira, a situação se agravou com uma entrada em massa de migrantes pelo espigão fronteiriço de Tarajal.

Spain’s North African enclave of Ceuta is facing a humanitarian and security emergency after about 1,500 migrants swam across from Morocco in the past week.

Ceuta’s leader, Juan Jesus Vivas, said reception centers are overwhelmed, with hundreds sleeping outdoors and facilities… pic.twitter.com/g0gySeOkAt

— Clash Report (@clashreport) July 30, 2026

Segundo os números oficiais mais recentes, ao menos 19 pessoas morreram tentando alcançar território europeu durante a crise.

Para Rantanen, a Espanha precisa agir da mesma forma que a Finlândia fez em sua fronteira com a Rússia, fechada desde 2023 para impedir o uso da imigração como instrumento de pressão por Moscou.

“Isso não pode continuar, com a Espanha se rendendo na fronteira sul de Schengen, que também é a fronteira externa da União Europeia. É preciso acabar com essa situação de uma forma ou de outra”, afirmou.

A ministra acrescentou que o governo espanhol deve tomar todas as medidas necessárias para conter a imigração irregular em larga escala.

“A Espanha deve fazer a sua parte ou não poderá continuar fazendo parte do Espaço Schengen”, declarou.

Caso a Espanha fosse excluída do Tratado de Schengen, deixaria de vigorar a livre circulação de pessoas entre o país e os demais integrantes do bloco — os membros da União Europeia participantes do acordo, além de Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. A medida também restabeleceria controles nas fronteiras espanholas, encerrando um dos principais benefícios da integração europeia.

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