A viagem de uma família colombiana ao Rio de Janeiro para comemorar o aniversário de 15 anos de uma adolescente terminou em tragédia neste sábado (8). Três integrantes da família morreram na queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, na Zona Sul da cidade. O piloto da aeronave também morreu.
Rocio Cubillos, de 59 anos (avó), Wendy Manrique (mãe), de 37, e Sofia Murillo (filha), de 17, estavam entre os ocupantes do Robinson R44 que caiu em uma área de mata de difícil acesso. A família contratou o passeio de helicóptero depois de pesquisar opções nas redes sociais. Victor Manrique, filho de Rocio, a mulher dele, Daniela Castañeda, e a filha do casal, de 15 anos (aniversariante), permaneceram no hangar aguardando o embarque em outra aeronave, informa o g1.
Família aguardava no hangar quando soube da queda
As três turistas haviam chegado ao Rio na segunda-feira (3) e planejavam permanecer no Brasil até terça-feira (11). Durante a viagem, o grupo visitou diferentes pontos turísticos da capital fluminense e também esteve em Búzios, na Região dos Lagos.
Segundo o relato dos familiares, eles ouviram um funcionário mencionar que havia ocorrido um “pouso forçado”. Sem receber informações claras sobre a situação, acabaram descobrindo a dimensão do acidente por meio de sites de notícias enquanto ainda estavam no local.
Bombeiros enfrentaram área de mata íngreme
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h11. Os destroços do helicóptero foram localizados por equipes do Grupamento de Operações Aéreas em uma região de mata próxima à Vista Chinesa.
A queda provocou uma explosão e iniciou um incêndio na vegetação. Militares especializados em combate a incêndios florestais foram mobilizados e conseguiram controlar as chamas. Os quatro ocupantes morreram carbonizados.
Cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais participaram da ocorrência. O acesso ao local foi apontado como um dos principais desafios da operação.
“A maior dificuldade das equipes no momento é o acesso, tanto para entrar no local quanto para sair. A aeronave caiu em uma região de mata muito íngreme, com áreas de precipício, onde só é possível trabalhar com técnicas de corda e equipamentos de segurança”, explicou o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
Segundo ele, o incêndio provocado pela explosão do combustível já havia sido totalmente extinto. As equipes também trabalhavam para abrir caminhos que facilitassem a atuação da perícia da Polícia Civil e do Cenipa, além da retirada dos corpos.