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Ex-presidente argentino chama Milei de “energúmeno” após ataques ao Brasil

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Ex-presidente argentino chama Milei de “energúmeno” após ataques ao Brasil

O ex-presidente argentino Alberto Fernández chamou Javier Milei de “energúmeno” ao condenar os ataques feitos pelo atual mandatário contra Lula e autoridades brasileiras durante a convenção do PL em São Paulo. Fernández também rejeitou a comparação entre sua visita a Lula, quando o petista estava preso em Curitiba, e a tentativa frustrada de Milei de encontrar Jair Bolsonaro.

“Milei foi ao Brasil para gritar como um energúmeno, exigindo ver um golpista preso. Eu fui a Curitiba exigindo a liberdade de um inocente”, escreveu Fernández nas redes sociais. “Hoje Lula é presidente do Brasil e Bolsonaro está preso por promover um golpe de Estado.”

O ex-presidente argentino afirmou ainda que as ofensas lançadas por Milei contra o governo brasileiro atingem a relação com o maior parceiro comercial da Argentina. “Insultar o presidente de um país irmão e principal sócio comercial não tem perdão”, acrescentou.

Milei fue a Brasil a gritar como un energúmeno reclamando ver a un golpista preso.
Yo fui a Curitiba reclamando la libertad de un inocente.
Hoy @LulaOficial es Presidente de Brasil y Bolsonaro está preso por promover un golpe de Estado.
Insultar al presidente de un país hermano y… pic.twitter.com/mweG2xRUTv

— Alberto Fernández (@alferdez) July 26, 2026

Milei participou no sábado (25) da convenção que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. No palco, chamou Lula de “ladrão” e “presidiário” e insultou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após ser impedido de visitar Jair Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente brasileiro havia pedido autorização para o encontro, mas Moraes rejeitou a solicitação por considerar que a visita teria caráter político-eleitoral. Jair Bolsonaro está submetido a restrições de contato após a divulgação de uma carta de apoio à candidatura do filho.

Fernández visitou Lula em julho de 2019, na sede da Polícia Federal em Curitiba, quando ainda era candidato à Presidência da Argentina. A condenação que mantinha o petista preso foi posteriormente anulada pelo Supremo, que reconheceu a incompetência da Justiça Federal do Paraná para julgar os processos.

A reação do ex-presidente se soma às críticas feitas por opositores argentinos à passagem de Milei pelo Brasil. O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, afirmou ter sentido “vergonha alheia” diante do discurso, enquanto parlamentares acusaram o presidente de prejudicar uma relação econômica e diplomática estratégica para a Argentina.

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