O governo dos Estados Unidos acusou o Brasil de postergar o aval diplomático para Daniel Perez, indicado por Donald Trump em 1º de junho para chefiar a embaixada norte-americana em Brasília. Perez ainda aguarda o agrément, autorização necessária do país anfitrião para que um embaixador assuma o posto. Com informações de Metrópoles.
O Departamento de Estado fez a acusação após anunciar, nesta terça-feira (4), a revogação do visto de Maria Viotti, embaixadora brasileira em Washington. O órgão tratou a medida como uma resposta recíproca ao impasse envolvendo a indicação de Perez.
“Mantivemos contato constante com o governo brasileiro durante semanas e demos a ele todas as oportunidades para agir corretamente; no entanto, o governo tem continuamente postergado decisões e criado obstáculos”, disse um porta-voz do Departamento de Estado.
O agrément representa a concordância formal do governo que receberá o diplomata. Sem essa autorização, o indicado não pode iniciar oficialmente sua missão como embaixador no país.
Departamento de Estado não detalhou os obstáculos citados
O governo americano não especificou quais decisões teriam sido adiadas por Brasília nem quais obstáculos atribui às autoridades brasileiras. Também não informou se estabeleceu prazo para a concessão do aval.
A indicação de um embaixador por um governo não basta para a posse no exterior. O país de destino pode conceder ou negar o agrément antes da apresentação das credenciais diplomáticas.
Na manifestação, o Departamento de Estado afirmou que manteve comunicação com o governo brasileiro por semanas. A declaração elevou o tom da disputa diplomática após o cancelamento do visto da representante do Brasil em Washington.
Daniel Perez continua sem a autorização brasileira para assumir a embaixada dos Estados Unidos em Brasília, e o Departamento de Estado não anunciou uma nova data para o início de sua missão.