A Fifa decidiu cobrar US$ 80, cerca de R$ 406, de torcedores interessados em acompanhar presencialmente a entrevista coletiva oficial da final da Copa do Mundo. O evento será realizado na sexta-feira (17), em Nova York, com representantes de Argentina e Espanha e a participação do presidente da entidade, Gianni Infantino.
A iniciativa integra uma parceria entre a Fifa e a empresa Fanatics, responsável por um festival para torcedores no Javits Center. A organização apresenta a cobrança como uma oportunidade para o público acompanhar jogadores e dirigentes antes da decisão, marcada para domingo (19).
O festival também comercializará encontros com convidados. Uma sessão de fotos com o ex-jogador inglês Rio Ferdinand custará US$ 168,95, aproximadamente R$ 858. Já o registro com o ex-jogador de beisebol Alex Rodriguez sairá por US$ 321, cerca de R$ 1.631.
A cobrança pela coletiva amplia a estratégia de monetização adotada durante a Copa. As pausas para hidratação foram transformadas em intervalos comerciais, permitindo às emissoras dos Estados Unidos vender novos espaços publicitários durante as partidas.
A imprensa inglesa informou que a Fox Sports recuperou mais da metade dos US$ 485 milhões investidos nos direitos de transmissão com a comercialização desses intervalos. A Fifa também colocou à venda fragmentos do gramado da final por US$ 450 cada.
Os preços cobrados para a decisão também provocaram críticas. O valor médio dos ingressos para Argentina e Espanha chegou a aproximadamente US$ 11 mil, cerca de R$ 56 mil, consolidando a final como um dos eventos esportivos mais caros já realizados nos Estados Unidos.