Dólar cai a R$ 4,91 e atinge menor valor em mais de 2 anos

Expresso Rio
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Pessoa contando cédulas de dólar. Foto: Divulgação

O dólar fechou esta terça-feira (5) em forte queda, cotado a R$ 4,912, registrando o menor valor desde janeiro de 2024. A desvalorização de 1,09% reflete uma combinação de fatores externos e internos que aumentaram o apetite de investidores por ativos de maior risco, favorecendo moedas emergentes como o real.

Durante o pregão, o cenário internacional contribuiu decisivamente para a queda da moeda norte-americana. A redução nos preços do petróleo e o enfraquecimento do dólar no exterior estimularam a migração de capital para mercados emergentes, considerados mais rentáveis em momentos de maior confiança global.

Esse movimento fortaleceu o real frente ao dólar, acompanhando a tendência observada em outras economias similares.

No Brasil, investidores reagiram à divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que reforçou uma postura cautelosa do Banco Central diante da inflação. O documento manteve a sinalização de continuidade no ajuste da taxa básica de juros, o que sustenta a atratividade da renda fixa brasileira.

A leitura do mercado é de que o diferencial de juros elevado no país continua sendo um dos principais fatores para a entrada de capital estrangeiro.

A Bolsa de Valores brasileira também teve um dia positivo, avançando 0,62% e encerrando aos 186.753 pontos. Entre os destaques, as ações da Ambev dispararam, chegando a subir até 17% após resultados acima das expectativas no primeiro trimestre.

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Cervejaria da Ambev. Foto: Divulgação

O desempenho reforça o ambiente de maior confiança dos investidores no mercado nacional.

Nos Estados Unidos, os principais índices também registraram ganhos. O S&P 500 subiu 0,88%, enquanto o Nasdaq avançou 1,03%, ambos atingindo níveis recordes. Esse cenário global de otimismo contribuiu para a perda de força do dólar frente a diversas moedas.

Apesar do clima mais positivo, o mercado segue atento às tensões no Oriente Médio, especialmente relacionadas ao estreito de Hormuz região estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Após uma forte alta no dia anterior, os preços do petróleo recuaram nesta terça-feira. O Brent foi negociado a US$ 110,13, com queda de 3,78%, aliviando momentaneamente as preocupações inflacionárias.

Analistas apontam que a atual valorização do real é resultado de uma combinação de dólar global mais fraco, juros elevados no Brasil e fluxo de capital estrangeiro. No entanto, o cenário ainda depende de variáveis externas, como a estabilidade geopolítica e a evolução da inflação global.

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