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“China lança projeto gigante para expandir o maior sistema de eclusas do mundo, com investimentos bilionários”

Expresso Rio

A China deu início à construção de uma gigantesca expansão da hidrovia das Três Gargantas, em um projeto estimado em US$ 11,3 bilhões (cerca de R$ 61 bilhões). A iniciativa promete ampliar significativamente a capacidade logística ao longo do rio Yangtzé, considerado a principal rota econômica fluvial do país.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades chinesas, a obra prevê a construção de uma nova eclusa de cinco níveis com pista dupla, capaz de atender embarcações de até 10 mil toneladas. A expectativa é que a ampliação aumente a eficiência do transporte de cargas e reduza gargalos que já afetam o sistema atual.

Atualmente, a hidrovia enfrenta uma crescente demanda. Apenas em 2025, o volume transportado alcançou 173 milhões de toneladas, pressionando a infraestrutura existente e reforçando a necessidade de expansão.

Com a conclusão do projeto, a capacidade anual de movimentação de cargas deverá atingir aproximadamente 336 milhões de toneladas. O número representa praticamente uma duplicação do potencial logístico da região e coloca a hidrovia entre as mais importantes do planeta.

Especialistas apontam que o investimento fortalece o chamado Cinturão Econômico do Rio Yangtzé, corredor responsável por quase metade do Produto Interno Bruto (PIB) da China.

Além de ampliar a integração entre regiões do interior e os principais centros industriais e portuários do país, o projeto também deve aumentar a competitividade chinesa no comércio internacional.

A expectativa do governo é reduzir custos de transporte, acelerar o fluxo de mercadorias e ampliar a conexão entre mercados domésticos e globais.

A Barragem das Três Gargantas já é considerada uma das maiores obras de engenharia do mundo. Com a nova expansão, a China reforça sua estratégia de investir em infraestrutura de grande escala para sustentar o crescimento econômico de longo prazo.

O projeto é visto como uma peça-chave para garantir maior eficiência logística, segurança no transporte fluvial e desenvolvimento econômico nas próximas décadas.

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