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Família procura menina de 12 anos que deixou carta antes de sumir em São Gonçalo

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Família procura menina de 12 anos que deixou carta antes de sumir em São Gonçalo

Uma menina de 12 anos está desaparecida desde a tarde de segunda-feira (10), após sair de casa no bairro Engenho do Roçado, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Antes de deixar a residência, Emilly Santos Aguiar Barbosa escreveu uma carta para a família e pediu que os parentes não fossem procurá-la.

A adolescente saiu por volta das 14h, depois de dizer ao irmão que iria “ali”. Segundo a família, Emilly vestia calça estampada, casaco e chinelo. Ela não levou celular, documentos, roupas nem cartão de passagem, o que aumentou a preocupação dos parentes.

O desaparecimento foi registrado na 75ª DP (Rio do Ouro). A Polícia Civil informou que realiza diligências para tentar localizar a menina.

Carta foi encontrada dentro de casa

A carta deixada por Emilly foi encontrada pelo marido da mãe da adolescente em cima de um armário da sala. No texto, a menina afirma acreditar que estava causando problemas para a família, diz que sentiria saudades e pede para não ser procurada.

“Eu amo muito vocês mas eu estou dando muito trabalho por isso fui embora. Vou sentir saudades de vocês”, escreveu Emilly em um trecho. Mais adiante, acrescentou: “Não venham atrás de mim! Já vou estar bem longe!”.

De acordo com a mãe, Débora Santos Aguiar Barbosa, a filha estudava no período da tarde, mas não foi à escola na segunda-feira porque havia acordado tarde. Ela permaneceu em casa até o momento em que saiu.

Débora contou que, antes do desaparecimento, a filha havia se desentendido com outra adolescente que mora na vizinhança. A mãe conversou com Emilly sobre o episódio e disse à menina que ela havia errado.

Família recebeu informações ainda não confirmadas

Desde o desaparecimento, parentes e amigos se mobilizam na tentativa de encontrar Emilly. A família recebeu relatos de que a adolescente teria sido vista em Várzea das Moças, em Niterói, e nas proximidades de um ponto da linha de ônibus 48. As informações, porém, ainda não foram confirmadas.

“Cada hora dizem uma coisa”, afirmou Débora.

A mãe relatou ainda que a filha estava mais retraída nos últimos meses e que a família havia tentado conseguir atendimento psicológico por intermédio da escola.

Como o celular de Emilly ficou em casa, os familiares também tentaram consultar o aparelho em busca de informações que pudessem indicar seu paradeiro, mas não conseguiram acessá-lo porque a senha havia sido alterada.

Polícia mantém buscas por Emilly

A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento. Familiares seguem divulgando fotografias da adolescente e pedindo informações que possam ajudar a encontrá-la. Quem souber do paradeiro de Emilly pode procurar diretamente as autoridades policiais. A família também disponibilizou o telefone da mãe, Débora: (21) 96679-5660.

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