Maycon Lucas Miranda Lara, conhecido como Boquinha, foi preso nesta terça-feira (11) em Guaratiba, Zona Oeste do Rio. Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de envolvimento no ataque que matou o policial penal Sérgio de Oliveira Carrio, em março deste ano, em Campo Grande. Conforme a instituição, o homem também é investigado por roubos de veículos e de estabelecimentos comerciais.
A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco), que localizaram Maycon Lucas na casa da namorada. De acordo com a polícia, Boquinha é apontado como integrante de uma milícia que atua na região e era procurado por dois mandados de prisão preventiva.
Um dos mandados está relacionado a uma investigação de roubo de veículo, enquanto o outro trata de homicídio qualificado.
Ataque aconteceu em março
O policial penal Sérgio de Oliveira Carrio foi morto em 24 de março, em Campo Grande. Segundo as investigações, ele percebeu um grupo de homens em um posto de combustíveis e tentou abordá-los. Os suspeitos fugiram e deixaram uma motocicleta no local.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, horas depois, por volta das 17h40, parte do grupo retornou ao posto para recuperar a moto. Entre os investigados estavam Maycon Lucas e Patrick Gonçalves de Souza.
Houve troca de tiros, e o policial penal acabou atingido. Sérgio chegou a ser levado para o Hospital Municipal Rocha Faria, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. Durante o confronto, Yan Patrick Moreira da Silva morreu no local.
Armas, munições, celulares e outros objetos apreendidos na ocasião ajudaram na identificação dos envolvidos, segundo os investigadores.
Investigação aponta ligação com roubos
Além da suspeita de participação na morte do policial penal, Maycon é investigado por roubos de veículos e a estabelecimentos comerciais. A Polícia Civil afirma que ele usava áreas sob influência da milícia para se esconder e dificultar sua localização.
A prisão ocorreu depois que os investigadores analisaram informações sobre integrantes do grupo e identificaram o endereço onde o suspeito estava escondido, em Guaratiba.
As investigações continuam para esclarecer a participação de outros envolvidos no ataque e apurar uma possível ligação de Maycon com outros crimes registrados na Zona Oeste.
A defesa do preso não foi localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.