O julgamento dos acusados pela morte de Henry Borel ganhou mais um capítulo de forte tensão neste domingo (31), com o depoimento da babá Thayná de Oliveira Ferreira, considerada uma das testemunhas mais aguardadas do processo. Durante a audiência, a testemunha afirmou ter enfrentado medo após a morte da criança e relatou situações que, segundo ela, considerava preocupantes envolvendo Henry e o então vereador Dr. Jairinho.
O depoimento ocorreu durante o terceiro dia de julgamento de Jairinho e Monique Medeiros, réus no caso que mobilizou a atenção do país desde 2021. A audiência foi marcada por momentos de emoção, debates entre acusação e defesa e intervenções da magistrada responsável pelo julgamento.
Em um dos momentos mais marcantes da sessão, Thayná se inclinou em direção à própria advogada e afirmou que não estava se sentindo bem para continuar acompanhando a audiência.
A declaração ocorreu após uma série de questionamentos feitos pelas partes envolvidas no processo, elevando ainda mais a tensão no plenário.
Segundo informações apresentadas durante o julgamento, a testemunha relatou que costumava informar Monique Medeiros sobre situações que presenciava no apartamento envolvendo Henry.
Durante o depoimento, Thayná afirmou que nunca presenciou diretamente agressões físicas contra Henry. No entanto, declarou ter observado circunstâncias que a deixavam preocupada.
Entre os relatos apresentados aos jurados, a babá mencionou episódios em que a criança permanecia sozinha em um quarto com Jairinho e também citou marcas que teria observado no corpo do menino.
De acordo com o depoimento, ela chegou a sugerir que fossem instaladas câmeras no apartamento para registrar os acontecimentos e também para garantir sua própria segurança.
A testemunha afirmou ainda que Monique recebia mensagens relatando situações envolvendo Henry e tinha conhecimento dos episódios mencionados durante a audiência.
A defesa de Monique Medeiros questionou a conduta da babá diante das situações relatadas, argumentando que ela teria permanecido sem agir mesmo considerando os fatos preocupantes.
Ao responder aos questionamentos, Thayná afirmou que também sentia medo e nervosismo diante das circunstâncias que presenciava.
Segundo a testemunha, o ambiente a deixava insegura, motivo pelo qual não teria tomado medidas além das comunicações feitas à mãe da criança.
O clima de tensão aumentou quando integrantes da acusação e da defesa protagonizaram uma discussão diante dos jurados.
O assistente de acusação Cristiano Medina e o advogado Hugo Novais, responsável pela defesa de Monique Medeiros, trocaram acusações em tom elevado durante a sessão.
A situação exigiu a intervenção da juíza Elizabeth Machado Louro, que atuou para restabelecer a ordem e garantir a continuidade dos trabalhos no plenário.
O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros continua cercado de expectativa devido à relevância das testemunhas ouvidas e ao impacto do caso na opinião pública.
Conforme o andamento do processo, novos depoimentos e manifestações das partes ainda devem ocorrer antes da conclusão dos trabalhos do Tribunal do Júri.
O caso Henry Borel permanece entre os processos criminais de maior repercussão do país, sendo acompanhado de perto pela sociedade e pelos órgãos de imprensa desde o início das investigações.
Receba notícias em tempo real no WhatsApp
Participe do grupo oficial do Expresso Rio e acompanhe as principais notícias de Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, Rio de Janeiro e Brasil.
ENTRAR NO GRUPO
