O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve uma crise de soluços que durou cerca de 36 horas consecutivas, segundo relatório médico divulgado nesta sexta-feira (17). O episódio exigiu doses extras de medicamentos e ocorre enquanto ele cumpre prisão domiciliar humanitária prorrogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento, assinado pelo médico Brasil Ramos Caiado, informa que a crise começou na terça-feira (14). A condição, chamada de singulto pelos médicos, permaneceu por aproximadamente um dia e meio sem interrupção.
A equipe responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro intensificou a medicação por causa da duração e da intensidade dos sintomas. O relatório afirma que a resposta ao ajuste foi considerada satisfatória e que o tratamento conseguiu controlar a crise.
Apesar da melhora, os médicos registraram efeitos colaterais associados aos remédios de ação central. Entre os sintomas citados estão sonolência e falta de equilíbrio, fatores que aumentam o risco de quedas durante a recuperação.
O estado geral de Bolsonaro é descrito como estável no momento. O documento também aponta estabilidade nos aspectos hemodinâmico, respiratório e cardiológico. O acompanhamento médico segue em casa, com dieta rigorosa, sessões de fisioterapia, exercícios regulares e medidas para controlar refluxo e evitar quedas.
Os remédios de uso contínuo permanecem sem alterações, conforme o relatório. Em 3 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente. A decisão manteve restrições impostas a Bolsonaro durante o período de cumprimento das medidas cautelares.
Bolsonaro também está proibido de usar redes sociais, inclusive por meio de terceiros. As visitas ao ex-presidente dependem de autorização do STF.