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As respostas do governo Lula ao tarifaço de Trump

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As respostas do governo Lula ao tarifaço de Trump

O governo brasileiro reagiu duramente ao novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, anunciado pela gestão de Donald Trump para entrar em vigor a partir do dia 22. Sete integrantes do alto escalão refutaram os argumentos apresentados pelos estadunidenses, em uma ofensiva coordenada que contou com a participação do vice-presidente, ministros e do presidente do Banco Central.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) classificou a medida como “injusta e descabida”, enquanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou tratar-se de “interferência externa indevida”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se manifestou nas redes sociais, afirmando que “não há justificativa” para a decisão da Casa Branca. “Desde o primeiro momento, buscamos o diálogo e enfatizamos nossa disposição de negociar. Apontamos que não há justificativa para as tarifas anunciadas. Não vamos abrir mão de defender o nosso Pix, a nossa soberania e os produtores brasileiros”, disse Lula.

Nos cálculos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), a nova taxação afetará 18% das exportações brasileiras para os EUA, o equivalente a US$ 7,4 bilhões, com base em dados de 2024.

O chanceler Mauro Vieira classificou as declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como “inaceitáveis” e disse que ele atacou o presidente “de forma grosseira e arrogante”. “As declarações do secretário de Estado Marco Rubio, veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais, a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil são inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiros”, afirmou Vieira.

O governo também sinalizou que poderá usar a Lei da Reciprocidade, aprovada no ano passado, para retaliar a medida. “Temos uma Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, e o governo, no momento adequado, saberá como implementá-la”, disse Alckmin.

Durigan reforçou que a política econômica do país “é feita para os seus cidadãos, não para atender a um secretário de Estado de outro país”.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, saiu em defesa do Pix, assegurando que o sistema de pagamento seguirá gratuito, seguro e instantâneo, refutando os argumentos estadunidenses de que o Pix teria prejudicado empresas dos EUA.

“A argumentação seria mais ou menos como tentar dizer que criar saneamento básico comprometeria a receita de caminhão-pipa”, disse Galípolo. O governo também anunciou que irá socorrer as empresas afetadas com linhas de crédito subsidiadas, em um programa chamado Brasil Soberano.

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