A Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vai encaminhar um requerimento à direção da TrensRJ para solicitar esclarecimentos sobre as medidas que serão adotadas pela nova concessionária para garantir a continuidade e a qualidade do transporte ferroviário no estado. O objetivo é conhecer os planos de contingência da empresa e evitar que os problemas registrados durante a gestão da SuperVia se repitam.
O documento leva em consideração o cenário financeiro herdado da antiga concessionária, que operou o sistema ferroviário por 27 anos e deixou um passivo de R$ 15 milhões em dívidas com fornecedores, além de R$ 1,9 bilhão em débitos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Comissão quer esclarecimentos sobre dívidas
No requerimento, os deputados pedem que a TrensRJ detalhe quais responsabilidades foram assumidas pela empresa e quais permanecem sob responsabilidade do Governo do Estado.
A Comissão também quer saber como está sendo estruturado o pagamento das dívidas deixadas pela SuperVia e de que forma a nova operadora pretende administrar esse passivo sem comprometer a prestação do serviço aos passageiros.
Além da questão financeira, o documento solicita informações sobre o cronograma de manutenção preventiva e corretiva dos trens, estações, vias e equipamentos ao longo dos próximos seis meses.
Segurança preocupa parlamentares
Outro ponto de preocupação envolve a segurança do sistema ferroviário. Segundo dados divulgados pela própria TrensRJ, 14 das 104 estações da malha ferroviária estão localizadas em áreas sob influência do crime organizado.
Diante desse cenário, a Comissão solicita que a empresa informe quais são as estações classificadas como áreas de risco e apresente as ações planejadas para reforçar a segurança dos usuários, reduzir assaltos e ampliar a proteção nas plataformas e demais instalações.
Planos de contingência serão cobrados
Os parlamentares também querem conhecer os planos de contingência e de gerenciamento de crise que serão adotados pela concessionária em situações de emergência.
A intenção é verificar quais protocolos serão aplicados para minimizar impactos causados por falhas técnicas, problemas estruturais ou interrupções na operação, garantindo maior segurança e previsibilidade aos passageiros.