A Comissão de Defesa e Proteção dos Animais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em parceria com policiais da 34ª DP (Bangu), apreendeu dezenas de animais silvestres durante uma fiscalização em uma feira livre de Bangu, na Zona Oeste do Rio. A ação ocorreu na tarde desta quinta-feira (6) e terminou com três homens presos em flagrante.
Os suspeitos foram detidos por maus-tratos a animais silvestres e também deverão responder por associação criminosa. A operação contou com a participação do presidente da comissão, deputado Marcelo Dino (PL), além de protetores de animais que acompanhavam a fiscalização após denúncias recebidas pelo gabinete parlamentar.
Segundo Marcelo Dino, a ação teve como objetivo verificar denúncias sobre a comercialização irregular de animais silvestres na feira. Entre os animais encontrados estavam maritacas, iguanas, jabutis, trinca-ferros, melros e canários-da-terra.
Animais estavam em situação irregular
De acordo com o parlamentar, algumas espécies podem ser comercializadas legalmente, desde que tenham documentação e origem regularizada. No entanto, os animais encontrados durante a fiscalização não apresentavam as condições exigidas para a comercialização legal.
Um dos animais resgatados estava em estado considerado gravíssimo de maus-tratos. A situação, segundo a comissão, indica a possibilidade de que o animal tenha sido capturado diretamente na natureza e posteriormente colocado em uma gaiola.
Ao todo, foram apreendidos 12 jabutis, oito canários, sendo cinco canários-da-terra, três coelhos da raça Lion, 11 periquitos, uma cigarrinha, seis capilopsitas e outros 11 pássaros de espécies diversas.
Fiscalização também ocorreu em março
A Comissão de Defesa e Proteção dos Animais da Alerj já havia participado de uma operação semelhante em março deste ano. Na ocasião, a fiscalização ocorreu na tradicional Feira de Caxias, realizada aos domingos no Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Durante aquela ação, também foram encontradas aves silvestres mantidas irregularmente, além de filhotes de saguis e uma iguana. O animal não resistiu às condições de maus-tratos e morreu.
A Alerj informou que mantém a Linha Verde para receber denúncias relacionadas a crimes contra animais. A comissão reforça que informações sobre comércio ilegal, captura e maus-tratos podem ajudar na identificação de locais onde essas práticas ocorrem.