A Associação do Futebol Argentino negou nesta quarta-feira (22) que seu presidente, Claudio “Chiqui” Tapia, e o tesoureiro Pablo Toviggino tenham sido intimados pela Justiça dos Estados Unidos ou entregado celulares e outros dispositivos eletrônicos a agentes federais.
Em comunicado, a AFA classificou as informações divulgadas pela imprensa argentina como “absolutamente falsas”. A entidade afirmou que o documento citado pelas reportagens não impõe a Tapia ou Toviggino a obrigação de depor, não determina qualquer medida pessoal contra os dois e não registra a apreensão de bens.
A associação reconheceu, porém, que uma terceira pessoa foi intimada a comparecer diante de um grande júri estadunidense. Segundo a AFA, essa pessoa poderá prestar informações sobre diferentes investigados, entre eles integrantes da direção da entidade. O nome do intimado não foi divulgado.
A Reuters ouviu uma testemunha que estava no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, enquanto a delegação argentina se preparava para retornar ao país. De acordo com esse relato, agentes federais questionaram Tapia e Toviggino por cerca de 30 minutos dentro de um ônibus estacionado na pista.
#Institucional Comunicado Oficial de la AFA ante versiones periodísticas maliciosas y falsas.
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— AFA (@afa) July 22, 2026
As primeiras reportagens, publicadas pelo Infobae e pelo Clarín, afirmaram que agentes do FBI haviam retido dirigentes e solicitado seus telefones antes do embarque. Os veículos também disseram que Tapia teria sido convocado para depor em 30 de julho no Distrito Sul da Flórida. A AFA nega as duas informações.
O Infobae afirma que autoridades estadunidenses analisam mais de US$ 300 milhões em contratos comerciais ligados à AFA. A apuração envolve a estrutura usada para administrar receitas internacionais da seleção argentina e movimentações realizadas por meio de empresas e bancos nos Estados Unidos.
Até agora, o FBI e o Departamento de Justiça não confirmaram publicamente a apreensão de aparelhos nem uma intimação dirigida a Tapia ou Toviggino. A existência da convocação de uma terceira pessoa perante um grande júri, no entanto, foi reconhecida pela própria AFA.