Após a repercussão da emissão de R$ 1,5 milhão em notas fiscais por seu escritório de advocacia para duas empresas ligadas ao contador Rogério Lourenço Novo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo no X para apresentar sua versão sobre o caso. O parlamentar negou irregularidades e afirmou que não é investigado. De novo se embananou.
“E hoje o Metrópolis faz uma matéria criminosa querendo marginalizar a advocacia. Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios, tudo certo, relação completamente legal e privada. E outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para esta empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas”, disse o chefe da rachadinha.
“Não foi o meu caso. Eu estou tendo que explicar porque eu não recebi o dinheiro desta empresa, porque eu não quis trabalhar como advogado para elas. Cancelei duas notas fiscais. As notas fiscais que foram canceladas do meu escritório, portanto, não movimentou nada, não teve prestação de serviço, não teve absolutamente nada de errado. Ninguém tinha, apenas o meu escritório. Eu não sou investigado em nada”, argumentou
“Ou seja, algum órgão governamental, não vou falar qual que eu suspeito, mas algum órgão governamental pega isso criminosamente, quebrando o meu sigilo, sem nenhuma espécie de investigação formal, sem autorização judicial, sem nada, gente, não tem nada. E vaza isso para a imprensa”, disse Flávio Bolsonaro no vídeo” concluiu ele.
E o Flávio Racha Master desesperado dizendo que fez trabalhos advocatícios para empresa ligada ao gângster Vorcaro, hein?
O nome da empresa é Copenhagen kkk
Nome parecido com a loja de chocolates, Kopenhagen, do Queiroz, mas não é a mesma.
Ele diz que cancelou a nota da… https://t.co/JNXUKuUv6X pic.twitter.com/pXW498RHzK
— Allan dos Panos (@allandospanos) July 22, 2026
O escritório do senador emitiu três notas fiscais, que somavam R$ 1,5 milhão, para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. e para a Contábil Correa. As duas companhias são ligadas a Rogério Lourenço Novo, apontado como responsável por uma empresa que recebeu R$ 58 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Duas notas fiscais, no valor de R$ 500 mil cada, foram emitidas em 7 de abril de 2025 para a Copenhagen. Os dois documentos foram cancelados no mesmo dia. Em 9 de abril, o escritório emitiu outra nota, também de R$ 500 mil, destinada à Contábil Correa. Não há registro de cancelamento dessa terceira nota.
A relação conhecida até então entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro envolvia recursos obtidos com o empresário para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A divulgação das notas acrescentou as duas empresas ligadas a Rogério Lourenço Novo ao caso.