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Flávio Bolsonaro recebeu R$ 500 mil de empresa ligada ao esquema do Banco Master

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Flávio Bolsonaro recebeu R$ 500 mil de empresa ligada ao esquema do Banco Master

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, recebeu R$ 500 mil por serviços jurídicos prestados à Contabil Correa Contabilidade & Auditoria LTDA, empresa ligada a um diretor da Copenhagen, do conglomerado do Banco Master. A relação consta em nota fiscal emitida em 9 de abril de 2025 pelo escritório de advocacia que leva o nome do parlamentar.

O documento, revelado pelo Metrópoles e confirmado pelo Estadão nesta quarta-feira (22), registra a prestação de serviço de “assessoria jurídica” à Contabil Correa. A empresa tem como sócio-administrador Rogério Lourenço Novo, que também atua como diretor da Copenhagen e Assessoria e Consultoria S.A.

Flávio confirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que prestou serviço como advogado por meio de um contrato privado. “Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios, tudo certo, relação completamente legal e privada”, disse o senador.

O parlamentar não detalhou quais serviços jurídicos prestou à Contabil Correa. No vídeo, afirmou que tentam “marginalizar a advocacia” ao associar sua atividade profissional às empresas investigadas no caso do Banco Master.

Notas canceladas envolvem a Copenhagen, empresa do conglomerado Master

Além da nota fiscal emitida para a Contabil Correa, o escritório de Flávio emitiu, em 7 de abril de 2025, duas notas de R$ 500 mil cada para a Copenhagen. Os documentos constam como cancelados no sistema da Secretaria de Economia do Distrito Federal.

O senador disse que cancelou as notas porque recusou o trabalho para a Copenhagen, mas não explicou a natureza do serviço nem o motivo da emissão inicial. “Em outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas. Não foi o meu caso”, afirmou.

A Copenhagen surgiu em 1º de novembro de 2024, com endereço na Faria Lima, em São Paulo, e pertence ao Fundo Estônia, da Trustee DTVM, uma das gestoras apontadas como custodiantes de ativos de Daniel Vorcaro. Até julho de 2025, a empresa tinha como diretor Artur Martins de Figueiredo, que também administrava a Trustee.

A investigação da Polícia Federal no caso Master aponta que recursos do conglomerado passavam pelas contas da Copenhagen e identifica Figueiredo como “responsável pela execução técnica das movimentações e pelos ajustes contábeis” no esquema liderado por Vorcaro.

Flávio formalizou seu escritório de advocacia em Brasília em 16 de abril de 2021 e já citou a atuação como advogado e empresário para justificar patrimônio, como a casa de R$ 6,1 milhões no Lago Sul, em Brasília, quitada em 2024 após financiamento pelo Banco de Brasília.

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