A Ponte da FelizCidade, em Feliz, no Rio Grande do Sul, voltou a ser destruída pela força da chuva nesta quarta-feira (22), quando a correnteza arrancou as duas cabeceiras da estrutura que ligava as localidades de Arroio Feliz e Picada Cará.
A travessia tinha importância direta para moradores do interior do município porque encurtava o deslocamento entre comunidades rurais. Feliz fica a cerca de 80 quilômetros de Porto Alegre.
Segundo informações do município, o rio chegou a 5,9 metros às 4h45 de quarta-feira, acima da cota de atenção, fixada a partir de 5 metros. Mesmo sem alcançar patamares mais altos, a força da água comprometeu a passagem.
A Defesa Civil registrou 42 milímetros de chuva em Feliz em seis horas, entre 14h e 20h de quarta-feira. O volume ocorreu em meio a uma sequência de temporais que atingiu diferentes regiões do estado.
As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul provocaram o rompimento das duas cabeceiras da ponte temporária sobre o Rio Caí, no município de Feliz. A primeira lateral da estrutura foi arrastada na noite de terça-feira, 21, e a sequnda cedeu na tarde desta quarta-feira, 22,… pic.twitter.com/25dpJWaeXi
— Tumulto BR (@TumultoBR) July 23, 2026
Estrutura já havia sido refeita após outras cheias
A história da ponte começou após a enchente de maio de 2024, quando uma cheia derrubou uma estrutura sobre o Rio Caí. Cinco meses depois, moradores se mobilizaram para erguer uma passagem provisória no local.
A obra recebeu o nome de Ponte da FelizCidade e saiu do papel com recursos arrecadados pela própria comunidade, por meio de rifas e contribuições espontâneas. A iniciativa atendeu à demanda de famílias que dependiam da travessia para circular pelo interior.
Em janeiro de 2025, a correnteza provocada pela chuva levou a Ponte da FelizCidade pela primeira vez. Depois de nova mobilização, a estrutura foi reconstruída e entregue novamente à população em março de 2026.
No Rio Grande do Sul, ao menos 169 cidades registraram danos por causa das fortes chuvas, com relatos de alagamentos, inundações, estradas bloqueadas, quedas de árvores, destelhamentos e prejuízos em pontes e pontilhões. Em Porto Alegre, projeções indicavam que o nível do Guaíba poderia atingir a cota de alerta no fim de semana.