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Vendedor de mansão disputada por Richarlison em Angra é condenado por estelionato

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Vendedor de mansão disputada por Richarlison em Angra é condenado por estelionato

A Justiça de Belo Horizonte condenou por estelionato Antonio Marcos Pereira da Silva, conhecido como Marquinhos, empresário que vendeu a Richarlison a casa em Angra dos Reis (RJ) hoje disputada pelo atacante e pelo advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL). Com informações de Metrópoles.

A disputa voltou aos holofotes após postagens do jogador sobre o imóvel, que fica na Ilha Comprida e já pertenceu à cantora Clara Nunes. A casa tem valor estimado em R$ 10 milhões e fica em uma área isolada, com uma cachoeira que deságua no mar.

Richarlison comprou o imóvel por meio da Sports 70, sociedade que mantinha com seu então agente, Renato Velasco. O contrato envolveu uma empresa de Marquinhos, apontado como posseiro do local, já que o terreno pertence à União.

A matrícula do imóvel registrava a posse em nome da M Locadora de Veículos, empresa de Santos (SP) cujos donos morreram e que estava inativa. Depois que Richarlison passou a ocupar a casa e realizou reformas, Willer Tomaz procurou um herdeiro ligado ao imóvel e comprou a posse dele.

Regularização ocorreu durante a gestão Bolsonaro

Tomaz conseguiu regularizar a documentação na Secretaria do Patrimônio da União durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). A movimentação abriu a disputa direta com a empresa ligada a Richarlison e a Renato Velasco pela posse da mansão em Angra.

Marquinhos é próximo do ex-deputado federal Alencar da Silveira, atual conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais e ex-presidente do América-MG, clube que revelou Richarlison. Alencar também aparece como sócio do atacante na compra da casa.

A condenação de Marquinhos saiu em abril, em processo que tramita em Belo Horizonte. A vítima relatou que negociava veículos com o empresário e recebia cheques pré-datados, até passar a emitir documentos de transferência antes da quitação após estabelecer relação de confiança com ele.

O juiz Alexandre Magno Oliveira afirmou na sentença: “É patente que o réu induziu a vítima em erro, agindo de forma fraudulenta ao, após conquistar sua confiança, adquirir diversos bens e não realizar o devido pagamento”. A pena de dois anos e seis meses de reclusão acabou convertida em multa e prestação de serviços à comunidade.

O processo cita a suspensão de cheques usados para pagar duas lanchas, dois barcos, dois UTVs, uma Silverado, uma moto Ducati e uma Strada, entre outros bens. A dívida chegava a cerca de R$ 500 mil, e Marquinhos teria oferecido uma casa avaliada em R$ 3 milhões para quitar o débito, com a condição de receber a diferença de volta.

Marquinhos também responde a outras acusações de estelionato. Em uma delas, um casal afirma que vendeu um apartamento em Belo Horizonte ao empresário em 2010, mas a transferência não ocorreu à época; depois, a matrícula passou a indicar o imóvel em nome de uma mulher, em documento que o casal diz ter sido falsificado.

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