TSE amplia votação no exterior e libera urnas em hotéis e universidades em 2026

Expresso Rio
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Imagem: Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu ampliar a estrutura de votação para brasileiros que vivem fora do país e autorizou, por unanimidade, a criação de 65 novos locais eleitorais em hotéis, universidades, escolas, centros de convenções e ginásios para as eleições de 2026. A medida busca reduzir filas, superlotação e longos deslocamentos enfrentados por eleitores brasileiros no exterior.

A decisão foi tomada em julgamento relatado pela ministra Cármen Lúcia após solicitação apresentada pelo Ministério das Relações Exteriores, responsável pela organização das eleições fora do território brasileiro.

Com a autorização, o governo brasileiro poderá instalar urnas eletrônicas em espaços alugados ou cedidos além das sedes de consulados e embaixadas, ampliando significativamente a capacidade de atendimento em cidades com forte presença da comunidade brasileira.

Segundo dados apresentados ao TSE pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, mais de 816 mil brasileiros estão aptos a votar no exterior nas eleições de 2026. Considerando registros suspensos e cancelados, o número total de inscrições eleitorais vinculadas ao exterior já se aproxima de 1 milhão.

A Justiça Eleitoral avaliou que muitos consulados não possuem estrutura suficiente para atender o atual volume de eleitores em apenas um dia de votação. Por isso, o Itamaraty pediu autorização para utilizar espaços maiores e mais acessíveis em diferentes países.

Durante o julgamento, a ministra Cármen Lúcia afirmou que os documentos técnicos apresentados pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo TRE-DF comprovaram a viabilidade logística para instalação das seções eleitorais temporárias.

Uma das principais mudanças anunciadas envolve a cidade de Orlando, nos Estados Unidos. Nas eleições de 2022, os brasileiros da região precisavam votar vinculados ao consulado de Miami.

Agora, após a criação oficial do Consulado-Geral do Brasil em Orlando, em 2023, a cidade passará a contar com estrutura própria de votação nas eleições de 2026.

Outro destaque é o crescimento do eleitorado brasileiro em Gifu, no Japão, e em Hyannis, nos Estados Unidos. As duas localidades tinham votação compartilhada em eleições anteriores, mas ganharam pontos próprios devido ao aumento no número de brasileiros residentes.

O levantamento técnico também apontou que 25 dos espaços autorizados já haviam sido utilizados nas eleições de 2022, reduzindo riscos operacionais e facilitando a organização do pleito.

Os Estados Unidos concentrarão parte importante da operação eleitoral brasileira no exterior. Haverá votação em cidades como Boston, Nova York, Los Angeles, Miami, Orlando, Chicago, Houston, Atlanta, São Francisco, Washington e Salt Lake City.

Em Boston, foram autorizados três locais distintos, incluindo escolas em Framingham, Malden e Hyannis. Já em Orlando, os eleitores votarão no Osceola Heritage Park, em Kissimmee.

Também foram aprovados hotéis em Washington e Atlanta, centros comunitários em Los Angeles e a Cathedral High School, em Nova York.

Portugal continuará entre os países com maior estrutura eleitoral brasileira no exterior. Em Lisboa, serão utilizados três espaços da Universidade de Lisboa: a Reitoria, a Faculdade de Direito e a Faculdade de Letras.

No Porto, a votação ocorrerá no Instituto Superior de Engenharia.

Também haverá locais de votação em Londres, Paris, Madri, Barcelona, Frankfurt, Munique, Bruxelas, Genebra, Zurique, Dublin, Estocolmo, Gotemburgo, Milão, Budapeste, Praga e Amsterdã.

Em Londres, a votação ocorrerá no West London College. Em Paris, o espaço escolhido foi o centro de eventos Espace Vinci. Já em Milão, os eleitores votarão no centro de convenções Selexi.

O Japão terá uma das maiores estruturas eleitorais brasileiras fora do país. Haverá votação em Tóquio, Hamamatsu, Oizumi e em cidades ligadas ao consulado de Nagoia, como Gifu, Suzuka, Toyohashi, Takaoka e Hiroshima.

Os locais autorizados incluem ginásios esportivos, centros de eventos e estruturas públicas municipais.

Além disso, o TSE também autorizou votação em Sydney, Melbourne, Brisbane e Perth, na Austrália, além de cidades no Oriente Médio, África, Caribe e América do Sul.

Entre os locais extras aprovados estão Dubai, nos Emirados Árabes Unidos; Ramala, na Palestina; Maputo, em Moçambique; Vale do Bekaa, no Líbano; Montevidéu, Santiago, Paramaribo, Caiena e Cidade do Panamá.

Com a decisão do TSE, o Ministério das Relações Exteriores já poderá iniciar contratos e preparativos para montagem das seções eleitorais temporárias nos imóveis autorizados para as eleições de outubro de 2026.

A consulta completa dos locais de votação poderá ser feita nos sites oficiais do TSE e do TRE-DF.

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