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Nunes Marques diz que desacreditar urnas é “desconvidar” eleitor a votar

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Nunes Marques diz que desacreditar urnas é “desconvidar” eleitor a votar

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu neste domingo as urnas eletrônicas e afirmou que desacreditar o sistema brasileiro de votação significa “desconvidar” o eleitor a participar das eleições. Com informações de O Globo.

Nunes Marques deu a declaração na Corrida pela Democracia, no autódromo de Brasília, que encerrou a primeira Semana Nacional do Sistema de Votação. O ministro abriu o evento com uma defesa da participação eleitoral e dos mecanismos de controle das urnas.

“Ao longo de três décadas, o sistema brasileiro de votação consolidou sua credibilidade por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e auditoria, garantindo fiscalização e transparência no processo eleitoral e nos resultados das urnas”, disse.

Na sequência, o presidente do TSE afirmou: “Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil”.

Nunes Marques cita auditoria e evolução tecnológica das urnas

No começo da semana, Nunes Marques já havia feito uma defesa do modelo eletrônico na abertura do segundo semestre de trabalhos da Justiça Eleitoral. Na ocasião, classificou o sistema como marcado por “robustez”, “auditabilidade” e “permanente evolução tecnológica”.

As manifestações ocorrem enquanto ministros do Supremo Tribunal Federal pressionam a Justiça Eleitoral a responder aos ataques às urnas e ao avanço da desinformação durante a campanha deste ano.

Em julho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, citou dados falsos sobre as urnas diante de embaixadores e representantes diplomáticos. No encontro, ele pediu que os países enviassem “a maior quantidade de observadores possível” para acompanhar o processo eleitoral.

Na semana passada, Flávio Bolsonaro declarou que aceitará o resultado das eleições deste ano, mas cobrou do TSE “mais camadas de transparência” sobre os equipamentos e “mais camadas de segurança” nas urnas.

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