O governo de Donald Trump avançou no plano de reduzir a presença diplomática dos Estados Unidos no exterior. O Departamento de Estado notificou comissões do Congresso de que pretende fechar cinco representações no Canadá, no Japão, na Indonésia, em Camarões e em Granada, segundo s ouvidas pela Reuters.
Os postos escolhidos ficam em Winnipeg, no Canadá; Nagoya, no Japão; Medan, na Indonésia; Douala, em Camarões; e St. George’s, capital de Granada. As s falaram sob anonimato porque a comunicação encaminhada aos parlamentares não foi tornada pública.
A representação em St. George’s é uma embaixada. Medan, Winnipeg e Nagoya abrigam consulados, enquanto Douala possui um escritório vinculado à embaixada estadunidense em Camarões. Ainda não foram divulgadas as datas previstas para os fechamentos nem como os serviços prestados nessas cidades serão redistribuídos.
O Departamento de Estado não confirmou diretamente a lista. O órgão afirmou apenas que trabalha para tornar sua rede diplomática “eficiente e eficaz” e que seguirá os procedimentos de notificação ao Congresso. Portanto, os postos ainda não podem ser tratados como definitivamente encerrados.
A medida representa um novo estágio de um projeto iniciado em 2025. Naquele momento, o governo Trump preparava o fechamento de quase uma dúzia de representações, principalmente na Europa, e chegou a considerar um consulado no Brasil. Nenhuma missão acabou fechada naquele ano, mas o Departamento de Estado cortou dezenas de setores e centenas de funcionários.
O Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca chegou a defender o encerramento de até 30 missões. Integrantes do governo argumentam que postos menores são caros e dispensáveis. O secretário de Estado, Marco Rubio, apresenta a redução da estrutura como parte do esforço para adequar o órgão à política “America First”.
Democratas e antigos funcionários das áreas de diplomacia e segurança afirmam que os cortes podem enfraquecer a influência estadunidense. Eles associam a retração ao desmonte da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional e alertam para a possibilidade de China e Rússia ocuparem espaços abandonados por Washington.
A preocupação é reforçada pela distribuição dos postos atingidos. A China mantém presença diplomática em St. George’s, Nagoya e Medan, três das cinco cidades incluídas no plano. Os Estados Unidos, por sua vez, haviam ampliado sua rede no Pacífico durante o governo Joe Biden justamente para disputar influência com Pequim.