O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu Gianni Infantino em meio à pressão de confederações para que o dirigente deixe a presidência da Fifa. Em publicação na Truth Social nesta segunda-feira (10), Trump afirmou que a entidade cometeria um “erro terrível” se considerasse substituir o ítalo-suíço.
Trump chamou Infantino de “formidável” e associou sua gestão à Copa do Mundo de 2026. “Acaba de presidir a Copa do Mundo mais bem-sucedida”, escreveu o republicano. “Se ele se for, não será tão exitosa ou rentável novamente!”
Infantino enfrenta críticas depois do fracasso de seu projeto de abrir a Fifa a investidores privados. O presidente da entidade nega acusações de má conduta e pretende disputar a reeleição em março.
A Fifa fechou fileiras com seu dirigente e classificou as reações contra ele como “um esforço concertado e em andamento de alguns para minar” a organização. A Confederação Africana de Futebol e a Conmebol também apoiam a permanência de Infantino.
An open letter to the football family from AFC, CONCACAF and UEFA: ⬇️https://t.co/8sjedkOyJA pic.twitter.com/OvskyoggYv
— UEFA (@UEFA) August 10, 2026
Uefa, Concacaf e AFC cobram mudança na presidência
As confederações da Europa, da América do Norte, América Central e Caribe e da Ásia divulgaram uma carta conjunta para defender a saída de Infantino. Uefa, Concacaf e AFC tentam reunir apoio dentro da chamada “família do futebol”, dividida sobre a crise.
Na carta aberta, as entidades afirmaram que “a liderança no futebol não é uma posse” e não deve servir para “conservar – ou exigir – o poder para si próprio”. O texto sustenta que o dirigente abandona seu dever quando se coloca acima do coletivo que lhe confiou autoridade.
O posicionamento de Trump contrasta com a reação da federação de futebol dos Estados Unidos, que publicou um comunicado crítico ao presidente da Fifa. O apoio do chefe da Casa Branca não evitou, portanto, a divergência entre organizações esportivas do próprio país-sede da Copa.
Trump e Infantino mantêm uma relação pública de proximidade desde o retorno do republicano à Casa Branca, em 2025. Em dezembro do ano passado, o presidente da Fifa entregou a Trump o Prêmio da Paz da Fifa, criado para a ocasião.