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Secretaria de Saúde de Campos alerta para reintrodução do sarampo devido à baixa cobertura vacinal

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Secretaria de Saúde de Campos alerta para reintrodução do sarampo devido à baixa cobertura vacinal

Os casos recentes de sarampo em São Paulo, devido à baixa cobertura vacinal, têm gerado preocupação extrema nas autoridades de Campos. O subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, médico infectologista Rodrigo Carneiro, não descartou a possibilidade de o vírus chegar ao Rio de Janeiro e atingir Campos, embora não haja casos da doença no município campista. Em 2026, o estado de São Paulo já confirmou, até o momento, 23 casos de sarampo.

O secretário municipal de Saúde, Paulo Hirano, reforçou a importância da vacinação. “A vacina contra o sarampo é extremamente eficaz. Manter o cartão de vacinação atualizado é uma responsabilidade primordial dos pais e responsáveis. O sarampo está circulando em São Paulo, com risco de se espalhar para outras regiões. É fundamental que as crianças sejam vacinadas para prevenção da doença, que é grave”, disse o secretário.

Rodrigo Carneiro ressaltou que a única forma de prevenção é a vacinação imediata das pessoas que ainda não foram imunizadas. “É necessário adotar medidas preventivas, visto que a doença é grave, tem taxa de transmissão de quatro a cinco vezes maior do que o vírus da Covid-19 e pode levar à morte”, afirmou o médico.

Ele disse ainda que, para evitar o retorno do sarampo e complicações graves, pais e responsáveis devem levar as crianças e adolescentes de 1 a 12 anos para completar as duas doses da vacina tríplice viral. Já adultos acima de 20 anos que não se lembram de terem sido imunizados também devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou o Centro Municipal de Imunização para atualizar a caderneta de vacinação.

“A vacina é essencial, pois a doença é altamente transmissível e o risco do vírus circular em Campos é elevado”, explicou o infectologista, ressaltando que os índices de cobertura da vacina tríplice viral no município permanecem abaixo da meta do Ministério da Saúde. Neste ano, a primeira dose em crianças de 1 ano de idade alcançou 82,7% de cobertura e a segunda, 59,2%. A meta é de 95% para ambas.

A transmissão da doença ocorre quando o paciente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas, entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo. O Brasil recebeu, em 2016, a certificação de país livre da doença, mas, devido às baixas coberturas vacinais, em 2018 ocorreu a reintrodução do vírus no país

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