A equipe do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) obteve 21 decisões liminares da Justiça Eleitoral para retirar do ar anúncios impulsionados com críticas à sua administração. As medidas foram concedidas a cerca de um mês do início oficial da campanha ao governo de São Paulo.

As ações foram apresentadas pelo diretório paulista do Republicanos. Entre os responsáveis pelos anúncios atingidos estão os deputados estaduais Antonio Donato e Emídio de Souza e o deputado federal Jilmar Tatto, todos do PT e ligados à equipe do pré-candidato Fernando Haddad.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo recebeu 29 ações do partido. As decisões determinaram a remoção das publicações e a suspensão dos impulsionamentos, mecanismo pago que amplia o alcance dos conteúdos nas plataformas digitais.

Os magistrados apontaram possível violação da regra eleitoral que proíbe o impulsionamento de propaganda negativa contra adversários. Em ao menos dois casos, a Justiça também ordenou que a Meta entregasse endereços de IP usados para contratar anúncios publicados por perfis sem responsáveis identificados.

Nos bastidores, integrantes da equipe de Tarcísio passaram a chamar as publicações de “gabinete do ódio de Haddad”. Auxiliares do petista rejeitaram a acusação e afirmaram que os parlamentares apenas exerceram o papel de oposição ao fazer críticas administrativas ao governo estadual.

Antonio Donato acusou Tarcísio de recorrer à censura para impedir críticas. Emídio de Souza, que também recebeu multa de R$ 10 mil, afirmou que recorrerá. O PT, por sua vez, já obteve duas liminares para retirar publicações impulsionadas por aliados do governador, o que mostra que a disputa eleitoral nas redes chegou aos tribunais antes mesmo do início oficial da campanha.