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Tarcísio deixa Flávio Bolsonaro sozinho em fake news: “Eu confio nas urnas”

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Tarcísio deixa Flávio Bolsonaro sozinho em fake news: “Eu confio nas urnas”

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (22) que confia nas urnas eletrônicas e disse discordar das declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, sobre o sistema de votação. A fala ocorreu em São Paulo, durante evento de celebração dos 25 anos da Band News TV.

“Olha, eu confio nas urnas. Até porque, se não confiasse, eu não estaria disputando eleição. Foram as urnas que me trouxeram aqui. Então, eu sigo acreditando. Acho que a gente tem que discutir projetos, olhar o que o Brasil precisa. É sair dessa discussão que não vai levar a lugar nenhum e começar a pensar em projetos”, disse Tarcísio.

Flávio Bolsonaro havia divulgado dados falsos sobre o sistema eletrônico de votação na terça-feira (21), durante um evento em Brasília com representantes diplomáticos de 42 países. Na ocasião, pediu que as nações enviassem “a maior quantidade de observadores possível” para acompanhar a lisura do pleito deste ano.

Ministros do Supremo Tribunal Federal classificaram o episódio como grave. O PT também ingressou com uma ação judicial por “fake news” e citou um dos processos que levaram à inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Tarifaço dos EUA entra na agenda do governador

Tarcísio também comentou pela primeira vez, no mesmo evento, o novo tarifaço americano de 25% sobre exportações brasileiras. Embora São Paulo seja o estado mais afetado pela medida, o governador evitou atribuir responsabilidade a Flávio Bolsonaro em meio ao embate entre o senador e o presidente Lula (PT) sobre o tema.

“A gente tem que deixar de ficar procurando narrativa para entender a coisa. Isso é um prisma comercial, os países estão ali tentando defender os seus interesses. O americano defendendo o interesse dele, e o brasileiro tem que defender o seu interesse também”, declarou o governador.

Tarcísio defendeu negociações com autoridades dos Estados Unidos e descartou a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica, medida que, nas palavras dele, “só agrava a situação e não vamos ganhar nada com isso”. Ele também afirmou que a investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA ocorre desde o ano passado, mas o Itamaraty “não logrou o êxito que poderia ter”.

O governador disse que muitos produtos estão na lista de exceções, mas ainda há itens relevantes fora dela. “Isso prejudica frontalmente a economia do Brasil e de São Paulo, em função do nosso agronegócio e do setor de máquinas e equipamentos”, afirmou.

Tarcísio defendeu ainda uma negociação direta por parte das empresas, chamada por ele de “paradiplomacia”, e citou a Embraer, que teve a cobrança de 10% interrompida em março de 2026 depois de gastar cerca de US$ 80 milhões em tarifas. Sobre o pacote de ajuda anunciado pelo governo federal, disse que aguarda desdobramentos para adequar medidas ao espaço fiscal paulista, entre elas a possível antecipação da liberação de s de ICMS para melhorar o fluxo de caixa dos negócios afetados.

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