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Em dia de greve na CPTM, sP registra mais de 1.000 km de trânsito

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Em dia de greve na CPTM, sP registra mais de 1.000 km de trânsito

São Paulo registrou 1.143 km de lentidão às 9h desta terça-feira (4), em meio à greve dos ferroviários nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM e à suspensão do rodízio municipal de veículos. O volume de congestionamentos mais que dobrou em relação aos 501 km registrados no mesmo horário na primeira terça-feira de junho.

A zona sul concentrou 348 km de filas, seguida pela zona leste, com 323 km. A zona norte somou 226 km de lentidão, a zona oeste teve 199 km e o centro, 47 km, conforme o monitoramento da Companhia de Engenharia de Tráfego.

A paralisação começou na madrugada e afetou três linhas que ligam o centro à zona leste, a região mais populosa da capital. No início da manhã, a linha 11-Coral operava entre Barra Funda e Guaianases, enquanto a 12-Safira circulava somente entre Brás e Engenheiro Goulart.

A linha 13-Jade permaneceu completamente parada no início do dia, e o Expresso Aeroporto não operou. Passageiros relataram superlotação, atrasos e falta de informações no deslocamento para o trabalho.

Mais um dia de caos em São Paulo e quem paga a conta é sempre o trabalhador!

Três linhas da CPTM em greve por tempo indeterminado após falhas diárias nos trens e o abandono da gestão Tarcísio com o transporte público. pic.twitter.com/81yta5mnhC

— Lázaro Rosa 🇧🇷 (@lazarorosa25) August 4, 2026

Ônibus de emergência não atendem toda a demanda

A CPTM acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência, o Paese, e mobilizou 128 ônibus para atender os passageiros afetados. A frota, porém, não cobriu a demanda, com filas longas e lotação nos coletivos.

O Metrô antecipou o início da operação para as 4h e reforçou a linha 3-Vermelha. As demais linhas de trens e do metrô seguiram em funcionamento normal durante a greve.

Os ferroviários decidiram pela paralisação por tempo indeterminado em assembleia realizada na segunda-feira (3) pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, no Brás. A categoria protesta contra a concessão das linhas e contra falhas atribuídas à Trivia Trens após a empresa assumir trajetos antes administrados pela CPTM.

Em nota conjunta, a CPTM e o governo paulista lamentaram a decisão e afirmaram que discutem a preservação dos postos de trabalho, a absorção de empregados por outros órgãos estaduais, a Estrada de Ferro Campos do Jordão e a inclusão dos trabalhadores no Iamspe.

O Tribunal Regional do Trabalho determinou operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos, sob multa diária de R$ 400 mil em caso de descumprimento.

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