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Senadora gasta R$ 12 mil da cota parlamentar em posto de combustivel do filho de colega

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Senadora gasta R$ 12 mil da cota parlamentar em posto de combustivel do filho de colega
Roberta Acioly e Mecias de Jesus
Senadora Roberta Acioly e conselheiro do TCE-RR Mecias de Jesus. Foto: Reprodução

A senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) gastou R$ 12 mil, em três meses, em um posto de combustíveis pertencente aos filhos do ex-senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), antecessor dela na cadeira do Senado.

As despesas constam em notas fiscais apresentadas ao Senado para recebimento da cota parlamentar, verba pública destinada a gastos vinculados ao exercício do mandato.

Os pagamentos foram feitos à Pereira de Jesus & Cia Ltda., empresa de combustíveis de Arthur Pereira de Jesus e Patricia Pereira de Jesus, filhos de Mecias de Jesus.

As notas fiscais registraram abastecimentos com “gasolina comum e óleo diesel S-10”. Roberta assumiu o mandato em 11 de março de 2026, depois que Mecias deixou a cadeira para ocupar uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR).

Expresso Rio
Posto registrado nos nomes de Arthur Pereira de Jesus e Patricia Pereira de Jesus, filhos de Mecias de Jesus. Foto: reprodução/Google Street View

Defesa cita preços de mercado e normas da cota

Mecias chegou ao TCE-RR por indicação do então governador de Roraima, Antonio Denarium. Roberta, cirurgiã-dentista especialista em harmonização facial, era suplente e passou a exercer o mandato no Senado.

Questionada sobre o uso da cota parlamentar no posto dos filhos de seu antecessor, Roberta admitiu que “tinha conhecimento dessa informação”.

A senadora afirmou que a empresa “pratica preços compatíveis com os dos demais estabelecimentos do mercado local”.

Roberta também declarou: “Todas as despesas foram realizadas em conformidade com as normas aplicáveis ao uso da cota para o exercício da atividade parlamentar, não havendo qualquer irregularidade na contratação dos serviços ou nos abastecimentos realizados”. Mecias de Jesus não respondeu à mensagem enviada sobre o caso; o espaço segue aberto para manifestação.

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