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Governo dos EUA divulga novos arquivos sobre OVNIs com vídeos inéditos e registros do ônibus espacial Columbia

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Governo dos EUA divulga novos arquivos sobre OVNIs com vídeos inéditos e registros do ônibus espacial Columbia

Novos vídeos, relatos de militares e registros feitos no espaço voltaram a alimentar o debate sobre os chamados OVNIs. O governo dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (10) um dos maiores pacotes de documentos já liberados sobre fenômenos aéreos não identificados, incluindo imagens registradas por astronautas do ônibus espacial Columbia e gravações feitas por sensores militares.

O novo lote de arquivos desclassificados sobre os chamados Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs, na sigla em inglês), nome oficial adotado pelas autoridades americanas para os antigos OVNIs, faz parte da política de transparência anunciada pela Casa Branca para tornar públicos registros históricos relacionados ao tema.

Ao todo, foram divulgados 40 arquivos inéditos, entre eles 14 documentos, 19 vídeos, quatro gravações de áudio e três imagens, produzidos por órgãos como o Pentágono, CIA, FBI, Nasa e Departamento de Energia. Segundo o governo americano, novos lotes serão disponibilizados nos próximos meses.

Registros feitos pelo ônibus espacial Columbia

Um dos destaques da divulgação são imagens captadas por astronautas do ônibus espacial Columbia, durante uma missão realizada entre 19 de novembro e 7 de dezembro de 1996.

Nas gravações, um objeto aparece em diferentes momentos ao lado da Terra. Em uma das cenas, ele surge à direita do planeta. Em outra, parece girar sobre o próprio eixo, comportamento compatível com um objeto em flutuação no espaço. Já em outro registro, o objeto cruza uma trajetória entre a nave espacial e a Terra.

As autoridades americanas não apresentaram uma explicação definitiva para o fenômeno.

Entre os materiais divulgados está ainda um vídeo gravado em 2025 por um sensor infravermelho instalado em uma plataforma militar dos Estados Unidos.

Com cerca de 18 segundos, a gravação acompanha um objeto que, segundo a descrição oficial, apresenta contraste semelhante ao de uma estrela de seis pontas enquanto permanece centralizado na tela.

O vídeo foi encaminhado pelo Comando Indo-Pacífico ao Escritório de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios (AARO), órgão responsável por analisar ocorrências desse tipo.

🛸 ARQUIVOS SOBRE OVNIS | Pacote reúne 40 documentos, vídeos, áudios e imagens produzidos entre 1948 e 2025; casos seguem sem explicação, mas sem provas de vida extraterrestre.

Crédito: Divulgação pic.twitter.com/x7fqjU7rh8

— Agenda do Poder (@agendadopoder) July 11, 2026

Velocidade intrigante chamou atenção dos militares

Outro vídeo liberado mostra um objeto registrado em 2015, no leste dos Estados Unidos.

As imagens, feitas por um sensor infravermelho embarcado em uma plataforma militar, mostram um objeto se deslocando em velocidade considerada incomum pelos investigadores.

O registro foi enviado em 2022 ao AARO pela antiga Força-Tarefa de Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPTF), da Marinha dos EUA. O governo informou que o arquivo havia sofrido alterações digitais antes de ser entregue aos investigadores, reflexo da inexistência, na época, de protocolos padronizados para esse tipo de ocorrência.

Relatos militares e testemunhas civis

O novo pacote também inclui o depoimento de um piloto militar com quase 30 anos de serviço. Durante um voo de treinamento, ele afirmou ter observado um objeto cujo comportamento de voo não se parecia com o de nenhuma aeronave conhecida.

Outro caso divulgado ocorreu em julho de 2025, quando uma testemunha relatou ter visto luzes intensas pairando a cerca de 7,5 metros do solo em seu quintal, no nordeste dos Estados Unidos. O relato foi confirmado por outra pessoa que estava no local.

Além desses episódios, o material reúne gravações feitas por sensores infravermelhos e relatórios produzidos pelas Forças Armadas ao longo das últimas décadas.

Apesar do interesse despertado pelos arquivos, o governo dos Estados Unidos destacou que a divulgação não representa qualquer evidência da existência de vida extraterrestre.

Segundo o Pentágono, os casos continuam classificados como “não identificados” porque os dados disponíveis ainda não permitem determinar sua origem.

As autoridades afirmam que muitos desses registros podem estar relacionados a tecnologias desenvolvidas por países rivais, falhas em sensores ou fenômenos atmosféricos ainda sem explicação conclusiva.

Política de transparência

A abertura dos documentos integra uma diretriz assinada por Donald Trump em fevereiro deste ano, determinando que órgãos de segurança e inteligência identificassem materiais passíveis de desclassificação.

A iniciativa é coordenada pelo sistema Pursue (Sistema Presidencial de Abertura e Relatório para Encontros com UAPs), desenvolvido pelo Departamento de Guerra em parceria com o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI).

Segundo o governo americano, alguns trechos dos arquivos foram editados apenas para preservar a identidade de testemunhas, proteger instalações estratégicas e impedir a divulgação de informações sensíveis sobre estruturas militares. O AARO informou que nenhuma dessas omissões altera o conteúdo relacionado aos fenômenos investigados.

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