Sem apoio político, Thiago Rangel não deve ser solto pela Alerj

Expresso Rio
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Imagem: Plenário/ALERJ

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) não deve colocar em votação a possível soltura do deputado Thiago Rangel. Integrantes da Mesa Diretora avaliam que não há ambiente político favorável para discutir o tema, o que, na prática, mantém o parlamentar preso.

De acordo com relatos de bastidores obtidos junto a membros da cúpula da Casa, a decisão de não levar o caso ao plenário ocorre por unanimidade entre os principais articuladores políticos. A leitura é de que, se a votação fosse realizada, o resultado provavelmente confirmaria a manutenção da prisão.

A avaliação interna aponta que Thiago Rangel não possui o mesmo nível de articulação e apoio entre os colegas parlamentares, fator considerado decisivo neste momento.

O cenário contrasta com o episódio envolvendo o deputado Rodrigo Bacellar, que, em situação anterior, recebeu apoio imediato dos pares e teve sua soltura aprovada rapidamente pelo plenário, permanecendo preso por menos de uma semana.

No caso atual, o isolamento político de Rangel pesa diretamente na condução do processo dentro da Alerj.

Outro fator determinante é o momento institucional vivido pelo estado do Rio de Janeiro. Parlamentares avaliam que qualquer movimento que possa ser interpretado como confronto com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser evitado.

Nos bastidores, a percepção é de que o ambiente político no estado não favorece iniciativas que possam gerar desgaste institucional ou ampliar tensões entre os poderes.

Com a tendência de o caso não ser levado ao plenário, a situação de Thiago Rangel deve permanecer inalterada no curto prazo. A decisão reforça o peso do cenário político atual no Rio de Janeiro e evidencia como o apoio interno na Alerj pode ser determinante em situações semelhantes.

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