Público lota Copacabana, mas ambulantes relatam prejuízo no show de Shakira

Expresso Rio
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A apresentação da cantora colombiana Shakira na noite deste sábado (2), na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, tem gerado frustração entre ambulantes que esperavam faturamento elevado com o evento. Mesmo com a previsão da Prefeitura do Rio de até 2 milhões de pessoas na terceira edição do evento “Todo Mundo no Rio”, trabalhadores relatam vendas abaixo do esperado.

Ao longo da orla de Copacabana, o cenário é de movimento intenso, mas consumo tímido. A ambulante Jeane Souza, de 46 anos, afirma que o desempenho está aquém do esperado. “As vendas estão fracas. A segurança está exemplar, mas não estou vendendo. Os outros dois shows e o Réveillon foram melhores”, disse.

A percepção é compartilhada por outros trabalhadores. Marlon Amorim, de 23 anos, acredita que o público não se mostrou tão interessado. “Preferia Lady Gaga. Shakira já está manjado. Ninguém está comprando. Ela já fez muito show no Rio”, afirmou.

Já Fernando da Silva, de 45 anos, aponta fatores econômicos como possível explicação para o baixo consumo. “Teve feriado ontem, é início de mês… as vendas estão horríveis. Lady Gaga e Madonna não têm comparação. Cheguei duas da tarde e não vendi metade”, relatou.

O evento “Todo Mundo no Rio”, realizado na capital fluminense, vem sendo promovido como uma grande vitrine cultural e turística, reunindo shows gratuitos de artistas internacionais em Copacabana. Nas edições anteriores e em grandes eventos como o Réveillon, ambulantes registraram faturamentos expressivos, o que elevou a expectativa para a apresentação deste sábado.

No entanto, apesar do grande público presente na Zona Sul do Rio de Janeiro, o comportamento de consumo parece diferente. Trabalhadores relatam que muitas pessoas optaram por levar bebidas e alimentos, reduzindo as compras no local.

A baixa nas vendas acende um alerta para os próximos grandes eventos previstos na cidade, especialmente em relação à expectativa dos trabalhadores informais, que dependem diretamente desse tipo de movimentação para garantir renda.

Enquanto o show de Shakira segue como um dos maiores eventos musicais recentes no Rio de Janeiro, o contraste entre público elevado e consumo reduzido levanta questionamentos sobre o impacto econômico real para quem atua nas ruas.

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