O PSB expulsou Fernando Bermuda, prefeito de Campestre do Maranhão (MA), após ele ameaçar demitir servidores municipais que não apoiassem o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais deste ano. A direção da sigla anunciou a decisão na segunda-feira (10).
O partido tomou a medida depois de uma reunião com a direção estadual, realizada no sábado (8). A resolução que formalizou a expulsão acusa o prefeito de “grave infidelidade partidária”.
Mensagens atribuídas a Bermuda indicam que funcionários da Prefeitura de Campestre do Maranhão sofreram pressão para votar em Flávio Bolsonaro no pleito de outubro. Os servidores que não seguissem a orientação poderiam perder seus empregos, conforme os diálogos divulgados.
Em uma mensagem de WhatsApp enviada no dia 4 de agosto, o prefeito convocou servidores para um culto religioso. Outros prints mostram Bermuda defendendo a administração municipal, pedindo apoio a candidatos de sua base e respondendo a críticas de moradores nas redes sociais.
Prefeito disse que expressava posição política
Questionado sobre as ameaças, Fernando Bermuda afirmou que apenas expunha seu “ponto de vista sobre a política”. Ele alegou que uma possível reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia afetar negativamente Campestre do Maranhão.
O prefeito disse que, nessa hipótese, teria de demitir funcionários públicos e citou inicialmente os “petistas”. A manifestação ocorreu após a divulgação das mensagens sobre a pressão eleitoral contra servidores municipais.
Na decisão partidária, o PSB afirmou que Bermuda agiu de forma organizada contra as diretrizes da legenda. O partido integra neste ano uma coligação com o PT nas eleições para a Presidência e a Vice-Presidência da República.
A expulsão retira do prefeito a filiação ao PSB, enquanto as mensagens e as ameaças relatadas por servidores colocam sua atuação política sob questionamentos em Campestre do Maranhão.