O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) negou, nesta terça-feira (11), rumores de que substituiria o deputado Alfredo Gaspar (PL) na vaga de vice de sua chapa. Em coletiva no QG da campanha, no Lago Sul, em Brasília, ele classificou como “farsa” a acusação de estupro de vulnerável contra o aliado.
“Isso [a acusação] é uma farsa que foi montada contra o Alfredo”, afirmou Flávio Bolsonaro. O senador disse manter confiança no deputado e o definiu como “uma pessoa do bem” com atuação na área de segurança pública.
Flávio associou a acusação ao trabalho de Gaspar como relator da CPMI do INSS. Para ele, o caso surgiu quando o deputado atuava em defesa de aposentados vítimas de descontos indevidos e pedia a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
“Foi exatamente no momento em que ele estava ali defendendo os aposentados roubados pelo governo do PT, inclusive pedindo a prisão do Lulinha”, disse o candidato. A fala ocorreu após especulações sobre uma eventual troca na composição da chapa.
Acusação tramita sob sigilo no STF
Os parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS) apresentaram a acusação contra Alfredo Gaspar em 27 de março, no último dia de funcionamento da CPMI do INSS. Gaspar ocupava a relatoria da comissão no Congresso.
Cerca de um mês depois, a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para abrir inquérito sobre o caso. O processo ficou sob relatoria do ministro Gilmar Mendes e tramita em sigilo.
Gilmar Mendes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República. A PGR pediu que a Polícia Federal realizasse novas diligências antes de uma definição sobre a investigação.
A Câmara dos Deputados encaminhou ao STF um suposto depoimento que aponta uma armação na denúncia contra Gaspar. Lindbergh Farias negou, em publicação no X, ter pago um comerciante para criar uma acusação contra o vice de Flávio Bolsonaro e chamou a versão de “história absurda”. O comerciante Luis Antonio Lopes, que sustenta a tese de armação, é filiado ao PL.