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Economia

Presidente da CDL alerta para fechamento de lojas e pressão sobre comércio de Campos

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos (CDL), Fábio Paes, publicou um desabafo nas redes sociais nesta quinta-feira (20), ao comentar o fechamento de estabelecimentos comerciais em Campos dos Goytacazes. À frente da entidade representativa do comércio local, Fábio Paes apontou preocupação com a quantidade de pontos comerciais fechados e com as dificuldades enfrentadas por empresários para manter suas atividades.

Entre os episódios mencionados pelo presidente da CDL está o encerramento da unidade das Casas Bahia no Partage Shopping Campos, ocorrido em meio a uma ampla reestruturação nacional da varejista. A loja de Campos esteve entre as unidades atingidas pelo fechamento de 298 estabelecimentos anunciado pela empresa. Paes também citou o fechamento da TeleRio no Centro e chamou atenção para estabelecimentos menores que encerram as atividades sem a mesma repercussão. No caso da TeleRio, a declaração é atribuída ao dirigente da CDL, já que não foi localizado, nesta apuração, comunicado oficial detalhando as circunstâncias do encerramento da unidade.

Para Fábio Paes, o cenário resulta de uma combinação de fatores que estaria pressionando empresas e consumidores. Em sua manifestação, ele criticou a carga tributária, taxas, exigências administrativas e outros custos impostos nas diferentes esferas de governo. A avaliação sobre a responsabilidade dos governos representa a opinião do presidente da CDL e, isoladamente, não permite estabelecer que tributos ou medidas governamentais sejam a causa específica do fechamento de cada estabelecimento. No caso das Casas Bahia, por exemplo, a companhia atravessa um processo nacional de reestruturação, após registrar fortes prejuízos e enfrentar dificuldades financeiras que resultaram em fechamento de lojas e redução de pessoal.

Um dos números apresentados por Paes encontra respaldo em levantamento recente da Serasa Experian. Dados referentes a junho de 2026 mostram que o Brasil ultrapassou 9,1 milhões de empresas inadimplentes, com aproximadamente R$ 232,9 bilhões em dívidas negativadas recorde da série histórica do indicador. O dirigente argumentou que o elevado endividamento empresarial reduz a capacidade de investimento, geração de empregos e manutenção das operações, especialmente entre pequenos negócios.

Em relação aos consumidores, porém, o dado mais recente da Serasa Experian é inferior ao percentual mencionado no desabafo. O levantamento referente a julho aponta cerca de 83,9 milhões de consumidores inadimplentes, equivalentes a 51% da população adulta brasileira. Ainda assim, o número evidencia um cenário de elevado endividamento das famílias, fator que pode limitar o consumo e atingir diretamente setores dependentes do varejo.

Ao encerrar a manifestação, Fábio Paes defendeu maior aproximação entre poder público, empresas e consumidores e relacionou suas preocupações ao debate eleitoral deste ano. O presidente da CDL afirmou esperar que as próximas administrações adotem políticas capazes de estimular os negócios e reduzir obstáculos ao setor produtivo. As declarações representam o posicionamento pessoal e institucional apresentado pelo dirigente e não constituem, por si só, comprovação de responsabilidade de determinada administração pelo fechamento das empresas citadas.

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