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Polícia

Delegado aposentado da PF é preso após suspeita de furto no Rio

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Segundo informações da Polícia Militar, Hélio é suspeito de tentar deixar um supermercado localizado na Avenida das Américas sem pagar por cerca de R$ 500 em mercadorias / Reprodução/TV Globo
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O delegado aposentado da Polícia Federal Hélio Khristian Cunha de Almeida foi preso em flagrante nesta quinta-feira (20), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, após ser acusado de tentar sair de um supermercado sem pagar por cerca de R$ 500 em mercadorias. Segundo informações atribuídas à Polícia Militar, a ocorrência foi encaminhada para a 16ª DP (Barra da Tijuca).

De acordo com o relato policial divulgado, Hélio teria passado pelo caixa e pago apenas uma parte das compras. Outros produtos teriam sido colocados em sacolas separadas sem o respectivo pagamento. A situação teria sido percebida por um segurança do estabelecimento, que abordou o delegado aposentado no estacionamento e acionou a gerência. Um funcionário ainda relatou à polícia que uma situação semelhante teria ocorrido anteriormente no mesmo supermercado. As circunstâncias serão apuradas pela Polícia Civil, e a prisão em flagrante não representa, por si só, condenação criminal.

O nome de Hélio Khristian ganhou repercussão nacional anos antes por aparecer nas investigações relacionadas aos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos em março de 2018. É importante destacar que a ocorrência desta quinta-feira não possui relação com o caso Marielle. Em 2019, a então procuradora-geral da República Raquel Dodge incluiu o delegado em uma denúncia apresentada no contexto de suspeitas de interferência nas investigações do duplo homicídio.

Naquele episódio, as apurações envolveram o ex-policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, conhecido como Ferreirinha, que apresentou uma versão indicando supostos mandantes do assassinato. A Polícia Federal posteriormente identificou problemas na versão apresentada e investigou a possibilidade de que informações falsas tivessem sido usadas para desviar o rumo das investigações. Hélio chegou a ser denunciado pela PGR no contexto dessas suspeitas, mas a acusação apresentada em 2019 acabou rejeitada posteriormente, não resultando em condenação contra ele naquele processo.

Hélio Khristian também já respondeu a outros procedimentos relacionados à sua atuação profissional. Em um processo decorrente de fatos ocorridos em 2005, ele chegou a ser absolvido em primeira instância de uma acusação de concussão. Posteriormente, o TRF-2 o condenou por corrupção passiva, mas essa condenação foi anulada pelo próprio tribunal em 2014, conforme registros públicos sobre o caso. A distinção entre essas diferentes investigações é necessária para evitar que acusações antigas, decisões posteriormente anuladas e a ocorrência registrada nesta quinta-feira sejam tratadas como se integrassem um único episódio.

O caso registrado no supermercado segue sujeito à apuração das autoridades competentes. Hélio deve ser considerado inocente em relação à nova acusação até eventual decisão judicial definitiva, conforme o princípio constitucional da presunção de inocência.

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