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PL tenta mudar regra de pesquisas no TSE e ouve crítica de associação: “Querem atrapalhar”

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PL tenta mudar regra de pesquisas no TSE e ouve crítica de associação: “Querem atrapalhar”

O coordenador do Comitê de Opinião Pública da Abep, João Francisco Meira, classificou como “firula” a representação do PL no TSE para mudar regras de registro de pesquisas eleitorais. O partido protocolou o pedido na quarta-feira (15) e quer que levantamentos só entrem no sistema da Corte depois da entrega de todos os documentos. Com informações de Folha de S.Paulo.

A solicitação do PL mira a resolução nº 23.600/2019 do TSE, que hoje permite aos institutos submeterem resultados e documentos principais e complementarem, em até dois dias, dados detalhados sobre municípios, bairros ou áreas pesquisadas. O partido quer eliminar esse intervalo.

Meira afirmou que o prazo serve para uma revisão técnica dos arquivos, com checagem de grafia, coordenadas geográficas e setores censitários. “As primeiras coisas que se conferem são os dados, a amostragem e o recorte. Se a pesquisa está estruturalmente certa, você submete ao site do TSE e depois tem esse prazo razoável de dois dias para fazer essa segunda camada de verificação, que não interfere em nada na pesquisa”, disse.

Para o representante da Abep, exigir a documentação completa já no primeiro envio atrasaria a divulgação dos levantamentos e reduziria sua utilidade eleitoral. “Isso é típico de alguém que está vendo que as pesquisas não estão agradáveis e quer fazer alguma coisa para atrapalhar”, afirmou. Ele acrescentou: “A pesquisa é uma fotografia do momento em que foi feita. Quando mais tarde for publicada, pior”.

Pré-campanha de Flávio Bolsonaro questiona AtlasIntel

No mesmo dia, a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, apresentou ao TSE um novo questionamento contra uma pesquisa da AtlasIntel. A contestação afirma que o instituto divulgou o levantamento registrado sob o número BR-04582/2026 sem apresentar dados estatísticos exigidos pela legislação eleitoral.

A representação cita a falta de informações como “a identificação dos municípios e áreas, o número de eleitores pesquisados em cada setor e a composição da amostra por gênero, idade, grau de instrução e nível econômico”. A pesquisa foi divulgada em 1º de julho.

No sistema do TSE, a sondagem não exibia o arquivo de detalhamento de bairros e municípios até a publicação da apuração. O CEO da Atlas, Andrei Roman, afirmou nas redes sociais que a impugnação da equipe de Flávio “está fundamentada em um erro do sistema do TSE” e disse que o detalhamento geográfico “foi devidamente submetido dentro do prazo legal”.

Flávio Bolsonaro já havia pedido, em maio, a suspensão de uma pesquisa Atlas/Bloomberg sob o argumento de que o questionário induzia respostas dos entrevistados. No mês seguinte, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, atendeu ao pedido do senador e determinou a suspensão da divulgação do levantamento, que apontava vantagem de Lula (PT) sobre o bolsonarista.

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