O Pix é a instituição que inspira mais confiança entre os brasileiros, com aprovação de 80% dos entrevistados pela Genial/Quaest, e passou a ser explorado eleitoralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O sistema de pagamentos instantâneos superou todos os 16 itens avaliados no levantamento. Com informações do Globo.
A pesquisa apontou que 19% não confiam no Pix e 1% não respondeu. Lançado pelo Banco Central há quase seis anos, o mecanismo preservou ampla aceitação mesmo após boatos sobre uma suposta cobrança de imposto sobre transferências.
A Igreja Católica ficou em segundo lugar, com 76% de confiança, seguida pela Polícia Militar, com 75%. As Forças Armadas mantiveram 70%, mesmo percentual dos que afirmaram confiar no marido, na esposa ou no companheiro.
O apoio ao Pix atravessa grupos políticos: 87% dos eleitores de direita não bolsonarista disseram confiar no sistema, ante 88% entre os que se definem como esquerda não lulista. Entre os independentes, três em cada quatro manifestaram confiança.
Pix entrou na disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro
O cientista político Murillo de Aragão, da Arko Advice, comparou a consolidação do Pix à do Plano Real e do Bolsa Família. “Ninguém hoje vai se posicionar contra ele, e todos os discursos tentam de alguma forma se apropriar do seu sucesso”, afirmou.
No início de 2025, o governo Lula revogou uma norma da Receita Federal que previa novas regras para coleta de informações sobre transações financeiras. A oposição propagou que a medida abriria caminho para taxar o Pix, e um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o assunto alcançou 200 milhões de visualizações em poucos dias.
Depois do tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos no ano passado, Lula passou a defender o Pix em discursos associados à soberania nacional e às críticas à gestão de Donald Trump. Aliados de Flávio Bolsonaro apoiaram o governo americano nos ataques ao sistema brasileiro de pagamentos.
Flávio Bolsonaro tem dito em entrevistas que o Pix seria “do Brasil e do Bolsonaro”, numa tentativa de vincular a criação da ferramenta ao governo de Jair Bolsonaro. O mesmo levantamento registrou 57% de confiança na Presidência da República, 49% no Congresso, 50% no STF e 44% nos partidos políticos.