A família Bolsonaro terá cinco integrantes na disputa eleitoral de 2026 pelo Partido Liberal (PL), com candidaturas à Presidência, ao Senado e à Câmara dos Deputados. Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro ficarão fora da eleição por estarem inelegíveis.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concorrerá à Presidência da República pelo partido. A pesquisa Quaest divulgada em 5 de agosto apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 39% de Flávio.
O levantamento indicou redução da diferença entre os dois: em julho, Lula tinha 45% e Flávio, 37%. O cenário apresentado mantém o senador como principal adversário do petista na corrida presidencial.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disputará uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. Ela integra a lista de novos nomes do clã na eleição, ao lado de Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, que tentará uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro.
Carlos e Jair Renan vão disputar vagas por Santa Catarina
Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro e filho de Jair Bolsonaro, será candidato ao Senado por Santa Catarina. Ele deixou o Republicanos e se filiou ao PL catarinense para concorrer no estado, onde o bolsonarismo tem forte presença eleitoral.
Jair Renan Bolsonaro, vereador de Balneário Camboriú, buscará pela primeira vez um mandato de alcance nacional. Ele lançou candidatura a deputado federal por Santa Catarina.
Além dos cinco familiares, Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação de Michelle Bolsonaro, pretende disputar o cargo de deputado distrital pelo PL no Distrito Federal. Ele ficou conhecido por levar marmitas a Jair Bolsonaro durante o período em que o ex-presidente esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Jair Bolsonaro se tornou inelegível em 2023, após julgamento do Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas comemorações do Bicentenário da Independência. No ano passado, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal o condenou a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por liderar uma trama golpista.
Eduardo Bolsonaro recebeu condenação de quatro anos e dois meses de prisão por coação ao curso do processo no caso da trama golpista e ficará inelegível por oito anos após cumprir a pena. A defesa ainda pode recorrer.