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PF não encontra cocaína em 260 toneladas de madeira e investiga origem de apreensão recorde

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PF não encontra cocaína em 260 toneladas de madeira e investiga origem de apreensão recorde

A Polícia Federal abriu uma nova investigação depois que cinco perícias do Instituto Nacional de Criminalística não encontraram vestígios de cocaína nas 260 toneladas de madeira retidas na Operação Timber Shield, caso divulgado inicialmente como a maior apreensão da droga na história do Brasil. Com informações de Metrópoles.

A operação ocorreu em 21 de junho e mobilizou a Receita Federal, o Exército Brasileiro e agências internacionais. A suspeita inicial apontava que toras de aroeira estariam impregnadas com cocaína líquida destinada ao mercado europeu.

Os laudos periciais descartaram a presença do entorpecente nas amostras analisadas. Em um dos documentos, os peritos afirmam que “os exames realizados na amostra não identificaram qualquer substância de interesse forense”.

Outro trecho, repetido nas conclusões das perícias, registra que “os exames realizados em todas as amostras analisadas (fragmentos dos pedaços de madeira) resultaram NEGATIVAS para COCAÍNA, bem como para qualquer outra substância de interesse forense com as técnicas e metodologias aplicadas”.

Peritos fizeram testes adicionais nas amostras de madeira

Para afastar a hipótese de falha no método, os peritos usaram cocaína-padrão nas próprias amostras de madeira. O procedimento confirmou que a metodologia conseguia recuperar e identificar a droga mesmo em concentrações de 0,01%, o que descartou a possibilidade de falso negativo.

As análises identificaram apenas compostos naturais presentes em materiais vegetais, como nonanal, esqualeno, sitosterol e cicloeucalenol. Os exames não apontaram qualquer indicação de entorpecentes no material apreendido.

Com a ausência de cocaína confirmada, a PF instaurou um novo inquérito para apurar como surgiu a informação de inteligência que motivou a operação, quem divulgou a suspeita e se houve eventual crime de comunicação falsa de crime.

A corporação também mantém apurações sobre possível relação residual com tráfico internacional de drogas e possíveis crimes ambientais ligados à carga de madeira. No dia da operação, antes dos exames laboratoriais, Dario Durigan, do Ministério da Fazenda, afirmou nas redes sociais que a Receita Federal havia identificado cerca de 50 toneladas de cocaína escondidas em aproximadamente 260 toneladas de madeira e disse que, se confirmado, o volume seria o maior da história do país.

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