A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação Rota Final, no Rio de Janeiro, com foco no combate ao roubo de cargas dos Correios praticado por integrantes de uma organização criminosa que atua na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte da capital fluminense.
A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas (DELEPAT) e integra as atividades da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (FICCO/RJ), formada por agentes da Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Durante a operação, policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça contra investigados apontados como integrantes da principal facção criminosa que atua no estado. Segundo as investigações, os alvos possuem ligação territorial com a comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda.
A ofensiva também conta com apoio da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, por meio do 9º Batalhão da Polícia Militar (9º BPM).
De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve início após a análise de um caso de roubo a um veículo dos Correios. A partir do trabalho investigativo, foi possível identificar dois suspeitos diretamente envolvidos na ação criminosa.
Ainda conforme a PF, os investigados foram posteriormente associados à organização criminosa que atua na região de Rocha Miranda, utilizada como área de refúgio pelo grupo.
As apurações buscam aprofundar a identificação de integrantes envolvidos no esquema criminoso e fortalecer o combate aos roubos de cargas no Rio de Janeiro, crime que impacta diretamente serviços de entrega, logística e segurança pública.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) atua no modelo de força-tarefa, reunindo diferentes órgãos de segurança pública para ampliar o enfrentamento às organizações criminosas em atuação no país.
No Rio de Janeiro, a FICCO/RJ reúne a Polícia Federal, a Polícia Civil e a Polícia Militar, que trabalham de forma integrada no planejamento e execução de operações de repressão qualificada ao crime organizado.
Segundo a PF, atualmente existem 39 unidades da FICCO em funcionamento nos estados brasileiros e no Distrito Federal.
O roubo de cargas segue entre os principais desafios das forças de segurança no Rio de Janeiro, especialmente em regiões dominadas por organizações criminosas. Operações integradas têm sido utilizadas para tentar reduzir a atuação de facções ligadas a crimes patrimoniais, tráfico de drogas e ataques a veículos de transporte de mercadorias.
A Operação Rota Final faz parte dessa estratégia de repressão coordenada, com foco na identificação de suspeitos, apreensão de materiais e desarticulação das estruturas criminosas ligadas ao roubo de cargas no estado.