A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, quase o dobro do resultado obtido no mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado pela valorização do petróleo no mercado internacional após o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, além do recorde de produção de petróleo e gás da companhia.
Com o resultado, a estatal anunciou a distribuição de R$ 17,4 bilhões em dividendos aos acionistas. Como maior acionista da empresa, o governo federal receberá cerca de R$ 6,2 bilhões, considerando também a participação de bancos públicos e fundos de pensão.
Este foi o melhor desempenho financeiro da Petrobras desde o segundo trimestre de 2022. Segundo a empresa, a produção alcançou 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2025.
O preço médio do petróleo Brent também contribuiu para o resultado. No trimestre, o barril foi negociado, em média, a US$ 104, valor 54,1% superior ao registrado um ano antes.
A receita líquida da Petrobras cresceu 42,3%, chegando a R$ 169,5 bilhões. Já o Ebitda, indicador que mede a geração de caixa da empresa, avançou 79,6%, somando R$ 93,8 bilhões.
O diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, destacou que os recordes operacionais foram determinantes para o desempenho da companhia.
Além do aumento do preço do petróleo, a empresa ampliou a produção de combustíveis nas refinarias brasileiras. A utilização das unidades atingiu nível recorde, permitindo elevar a produção para 1,9 milhão de barris por dia, um crescimento de 11%, enquanto as importações de combustíveis caíram 68%.
A Petrobras também informou que investiu US$ 5,2 bilhões, cerca de R$ 26 bilhões, no segundo trimestre, principalmente em projetos do pré-sal.
Os resultados ficaram próximos das expectativas do mercado e acompanham o desempenho de outras grandes petroleiras internacionais. Empresas como ExxonMobil, ConocoPhillips, Shell e BP também registraram forte crescimento nos lucros impulsionados pela alta do petróleo.