Petrobras aumenta gás em 19,2%: veja quem será afetado

Expresso Rio
3 min de leitura

A Petrobras anunciou um reajuste de 19,2% no preço do gás natural vendido às distribuidoras, com início na sexta-feira (1º). A alta afeta diretamente o gás encanado usado em residências e comércios, além do GNV (gás natural veicular) vendido nos postos, incluindo no estado do Rio de Janeiro.

O aumento faz parte da política trimestral de atualização dos contratos e leva em consideração fatores como a variação do preço internacional do petróleo, a cotação do dólar e o índice Henry Hub, referência do mercado de gás natural nos Estados Unidos.

Embora o reajuste seja aplicado sobre o valor da “molécula” do gás, o preço final pago pelos consumidores é influenciado por outros componentes. Entre eles estão custos de transporte, margens das distribuidoras, impostos federais e estaduais e, no caso do GNV, a margem dos postos de combustíveis.

Na prática, isso significa que o impacto pode variar de acordo com a região e a política tarifária local. No Rio de Janeiro, onde o uso de GNV é amplamente difundido, motoristas devem sentir o aumento nos próximos dias, conforme os repasses forem feitos.

O reajuste ocorre em um momento de tensão no mercado internacional de energia, impulsionado pela alta do petróleo e seus derivados em meio à guerra no Oriente Médio. Esse cenário já pressiona indicadores de inflação, e o aumento do gás natural tende a reforçar esse movimento.

Especialistas apontam que o gás é um insumo importante para diversos setores da economia, o que pode gerar efeitos indiretos em cadeia, atingindo desde o transporte até a produção industrial.

Apesar da alta, o GLP gás de cozinha vendido em botijões não sofreu alteração. Isso ocorre porque o produto segue uma política de preços diferente, desvinculada dos contratos trimestrais do gás natural.

A Petrobras informou que utiliza a média trimestral dos índices para evitar oscilações bruscas no curto prazo. Ainda assim, o cenário internacional segue como fator decisivo para novos reajustes.

Nos próximos meses, consumidores e empresas no Rio de Janeiro e em todo o país devem acompanhar possíveis repasses e impactos no custo de vida, especialmente em setores dependentes do gás natural.

Partilhar este artigo
Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *