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Operador de TH Joias é preso por conexões com o CV

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Operador de TH Joias é preso por conexões com o CV

Policiais civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos prenderam, nesta quarta-feira (22), em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, Leandro Ferreira Marçal, condenado em primeira instância por integrar uma organização criminosa com atuação na Alerj e conexões com o Comando Vermelho. Ele era apontado como operador do ex-deputado estadual Tiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Jóias.

A Polícia Civil afirma que Marçal ocupava um cargo comissionado no gabinete de TH Jóias e usava a função para recolher e transportar grandes quantias de dinheiro do crime. A nomeação, para os investigadores, funcionava como fachada para facilitar a circulação de recursos do grupo criminoso.

O processo que tramitou na 2ª Vara Federal Criminal colocou Leandro no núcleo logístico e financeiro da organização. As investigações indicaram contato frequente dele com chefes do tráfico no Complexo do Alemão, incluindo Gabriel Dias de Oliveira, o Índio.

Entre os valores citados no processo, Marçal teria recolhido R$ 100 mil destinados a TH Jóias e R$ 90 mil para outros integrantes do grupo. A sentença o condenou a seis anos e seis meses de prisão por integrar organização criminosa, com agravante prevista na Lei nº 12.850/2013.

Relatório da PF apontou mandato como extensão do Comando Vermelho

A decisão também determinou a perda da função pública. O Judiciário negou a ele o direito de recorrer em liberdade e decretou a prisão preventiva, citando a gravidade dos fatos e a inserção do condenado na estrutura criminosa; após a prisão, ele seguirá para a Secretaria de Estado de Polícia Penal, onde passará por audiência de custódia.

Um relatório da Polícia Federal apontou que a rede montada em torno de TH Jóias transformou o mandato do ex-deputado em uma extensão do Comando Vermelho. O esquema reunia políticos, assessores, empresários, operadores financeiros, policiais e chefes do tráfico.

A investigação identificou conexões que passavam pela Alerj, por comunidades dominadas pelo crime e por gabinetes oficiais, além de alcançar o Paraguai. A PF também afirmou que assessores e operadores do ex-deputado facilitavam a compra e a venda de drogas, munição e equipamentos de segurança, como bloqueadores de drones.

O dinheiro obtido nas transações ilegais era ocultado por meio de negócios lícitos, como lojas e investimentos no mercado financeiro, de acordo com a investigação.

O Ministério Público Federal denunciou TH Jóias, Marçal e outras 13 pessoas em novembro do ano passado por crimes como tráfico internacional, comércio ilegal de armas e munição, tráfico de drogas, contrabando, corrupção ativa e corrupção passiva.

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