É nóis na capa mais uma vez. Um relatório da ONG Instituto Sou da Paz, divulgado há poucos dias, mostra que a taxa média de resolução de homicídios no Brasil, entre 2020 e 2023, ficou em torno de 40%.
A resolução leva em conta a apresentação de denúncia contra os indiciados pelos crimes por parte do Ministério Público, ou seja, quando o caso vai parar na Justiça. A maioria vai parar numa gaveta.
Mas há um problema nessa média, que analisou dados de 23 Estados e não inclui unidades da federação que sonegaram informações sobre a situação de homicídios examinados por polícia e Ministério Público e enviados ao Judiciário. São apenas três Estados: Alagoas, Tocantins e Rio Grande do Sul.
O Rio Grande do Sul, esse modelo a toda Terra, como diz seu hino ufanista, está ao lado de Alagoas e Tocantins na sabotagem do fornecimento de dados decisivos para a compreensão dessa realidade.
O período sonegado tem Eduardo Leite no poder. É o sujeito que ganha espaços na imprensa para dizer que solucionou a questão da violência e da criminalidade no Estado.
Por que o Rio Grande do Sul esconde os dados que devem ser públicos? Talvez porque Leite esteja preocupado em implantar pedágios e vender o que resta do Estado.