O Banco Central estuda impor restrições ao uso do Pix por bancos e fintechs que apresentem fragilidades em segurança cibernética, após uma sequência de ataques hackers que expuseram vulnerabilidades no sistema, principalmente em instituições menores e empresas de tecnologia que conectam ao Pix. Entre as propostas em análise estão limites para valores e horários de transações, impedir o registro de novas chaves por instituições de risco e, em casos graves, suspender o acesso ao sistema, com atuação preventiva e respostas mais rápidas que os processos administrativos atuais.
Nos últimos 12 meses, desvios ligados a fraudes cibernéticas superaram R$ 1,5 bilhão, com criminosos explorando elos mais frágeis da cadeia, como fintechs e prestadoras de serviços; um dos casos mais graves foi o ataque à C&M Software, que desviou cerca de R$ 800 milhões. A medida busca elevar o nível mínimo de segurança, incentivar investimentos em proteção e aplicar tratamento diferenciado entre instituições, enquanto o BC avalia que o risco cibernético é crítico para a estabilidade do sistema financeiro, com discussões previstas com o mercado antes de eventual implementação.