O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou neste domingo (12) os ataques militares dos Estados Unidos contra o país nas últimas 24 horas e acusou Washington de violar o direito internacional. A chancelaria também alertou países vizinhos a não auxiliarem ações militares contra território iraniano.
As declarações ocorreram antes de o Comando Central dos Estados Unidos anunciar novos ataques contra o Irã. Em comunicado, o governo iraniano afirmou que os EUA descumpriram um acordo assinado para encerrar a guerra.
“Somente 25 dias após a assinatura do acordo para encerrar a guerra, os Estados Unidos violaram abertamente quase todas as partes desse acordo”, disse o ministério. A pasta acusou as forças americanas de atacar infraestrutura de transporte, embarcações pesqueiras, barcaças de carga, instalações meteorológicas e prédios ligados ao setor.
A chancelaria classificou os ataques como “alguns dos atos mais hediondos de crimes de guerra”. O governo iraniano atribuiu a responsabilidade pela escalada a Washington e vinculou as operações ao uso de estruturas fora do território dos Estados Unidos.
Teerã cita países do Golfo Pérsico e ameaça resposta
O Ministério das Relações Exteriores alegou que militares americanos usaram território e instalações de países localizados na costa sul do Golfo Pérsico para realizar ataques contra o Irã. A pasta não detalhou, no comunicado citado, quais países teriam dado apoio às operações.
Teerã advertiu que qualquer origem de ataques contra o país poderá ser considerada alvo legítimo pelas Forças Armadas iranianas. O governo chamou eventual reação de “ataques defensivos”.
A chancelaria pediu que as Nações Unidas e o Conselho de Segurança responsabilizem “as partes agressoras e aqueles que as ajudaram e facilitaram”. O apelo mira tanto os Estados Unidos quanto eventuais governos que tenham permitido apoio logístico ou operacional.
O alerta iraniano foi divulgado em meio à continuidade das operações americanas na região. O Comando Central dos Estados Unidos anunciou novos ataques contra o Irã após o comunicado de Teerã, ampliando a tensão militar no Golfo Pérsico.