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Em meio a tensões no PL e nega saída para o Novo, nikolas articula bancada própria

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Em meio a tensões no PL e nega saída para o Novo, nikolas articula bancada própria

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) articula a eleição de uma bancada alinhada diretamente a sua liderança, em meio a tensões no partido comandado por Valdemar Costa Neto. Dirigentes do Partido Novo em Minas Gerais avaliam que ele poderá migrar para a sigla, hipótese que o parlamentar e a direção nacional da legenda negaram.

Em manifestação publicada em 7 de julho, Nikolas confirmou que trabalha para formar um grupo eleitoral próprio. “Estou trabalhando, sim, para eleger uma bancada de deputados legitimamente de direita, honestos e que compartilham do meu sonho de mudar o Brasil”, disse o deputado.

O parlamentar afirmou, na mesma ocasião, que já estaria em outra legenda se pretendesse romper com o PL. Ele segue registrado como deputado do partido por Minas Gerais na Câmara e não apresentou pedido público de desfiliação, data para uma troca partidária ou acordo formal com outra sigla.

A possibilidade de filiação ao Novo ganhou força após dirigentes mineiros da legenda, ouvidos pela coluna de Andreza Matais no Metrópoles, apontarem insatisfação de Nikolas com setores do PL e afinidade ideológica com o partido. A direção nacional do Novo divulgou nota para negar qualquer tratativa ou expectativa institucional de entrada do deputado.

Articulação busca deputados ligados ao projeto de Nikolas

A iniciativa não constitui, até agora, um novo partido nem uma organização formal. Nikolas busca eleger parlamentares identificados com sua agenda para formar uma bancada coordenada no próximo mandato, o que pode ampliar sua influência em votações e disputas internas da direita.

O deputado reúne força eleitoral para atrair candidatos: em 2022, recebeu mais de 1,47 milhão de votos e tornou-se o deputado federal mais votado do país. A votação e seu alcance nas redes sociais alimentam a projeção de que ele pode construir um grupo com autonomia em relação à estrutura do PL.

Os atritos no bolsonarismo se intensificaram em fevereiro, quando Nikolas sinalizou a possibilidade de deixar o PL após pressão de Eduardo Bolsonaro. Em junho, Eduardo comparou o deputado mineiro a Joice Hasselmann, ex-aliada de Jair Bolsonaro que rompeu com o grupo, e Nikolas respondeu publicamente.

Nikolas também não compareceu à convenção nacional do PL que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, no sábado (25). Dois dias depois, durante a convenção estadual do partido em Minas Gerais, declarou apoio ao senador, mantendo o vínculo eleitoral com a candidatura enquanto organiza sua própria base parlamentar.

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