A movimentação política liderada pelo pastor Silas Malafaia deve provocar mudanças importantes na composição da base evangélica do PL no Rio de Janeiro para as eleições de 2026. O deputado estadual Samuel Malafaia não disputará a reeleição para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), encerrando uma trajetória de cinco mandatos consecutivos na Casa.
A informação foi divulgada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e marca uma reorganização política dentro do grupo ligado à Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), igreja comandada por Silas Malafaia.
Com a saída de Samuel Malafaia da disputa, o grupo político ligado à Advec prepara o lançamento do ex-vereador Alexandre Isquierdo para concorrer a uma vaga na Alerj pelo PL.
Ex-secretário de Juventude e Envelhecimento Saudável do governo Cláudio Castro, Isquierdo deverá utilizar o nome “Isquierdo Malafaia” nas urnas, estratégia que busca ampliar a identificação do eleitorado evangélico com a candidatura.
Nos bastidores, a avaliação é que a associação ao sobrenome Malafaia pode fortalecer o capital político construído pela família ao longo das últimas décadas no estado do Rio de Janeiro.
A articulação eleitoral também envolve o deputado federal Sóstenes Cavalcante, uma das principais lideranças evangélicas do PL e aliado histórico da Advec.
A expectativa é que os dois façam campanha conjunta em diversas regiões do estado, reforçando a presença do segmento evangélico dentro da estrutura política do partido no Rio de Janeiro.
O movimento ocorre em um momento de reorganização das chapas para 2026, especialmente entre grupos conservadores e lideranças religiosas que possuem forte influência eleitoral no estado.
Ao comentar a decisão, Silas Malafaia afirmou que o processo representa uma renovação natural dentro da política.
“Sempre na vida chega a hora de você ceder lugar. Ninguém pode se perpetuar. O ser humano tem um ciclo, a idade, o tempo”, declarou o pastor à coluna.
O líder religioso também afirmou que essa renovação deverá alcançar sua própria atuação futuramente. “Vai chegar a minha hora também, pode ter certeza”, disse.
A saída de Samuel Malafaia da disputa não significa redução da influência política do grupo religioso dentro do PL fluminense. Pelo contrário: aliados avaliam que a estratégia busca renovar os quadros ligados à Advec sem perder a força eleitoral consolidada pelo segmento evangélico no Rio de Janeiro.
A movimentação também reforça o peso das lideranças religiosas na definição das chapas estaduais para 2026 e mostra que o PL deve manter forte presença de nomes ligados às igrejas evangélicas na disputa eleitoral.