Folha critica STF após Malafaia virar réu por injúria; veja

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O pastor bolsonarista Silas Malafaia. Foto: Reprodução

A Folha de S.Paulo publicou um duro editorial contra o Supremo Tribunal Federal (STF) após a Primeira Turma da Corte decidir tornar réu o pastor Silas Malafaia por injúria. O caso envolve declarações feitas pelo líder religioso contra generais do Alto Comando do Exército.

A queixa-crime foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) depois que Malafaia chamou militares de “cambada de frouxos, de covardes”. A manifestação ocorreu em meio a críticas do pastor às Forças Armadas e ao cenário político nacional.

No editorial intitulado “Supremo tornou-se comitê de acerto de contas políticas”, a Folha afirmou que o STF estaria flexibilizando garantias constitucionais e ultrapassando limites institucionais previstos pela Constituição Federal.

Segundo o jornal, “as barbaridades de analfabetismo constitucional” que antes seriam corrigidas pelo Supremo agora estariam partindo da própria Corte. O texto também sustenta que ministros estariam utilizando o tribunal para “acertar contas com adversários políticos”.

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A publicação ainda questiona a competência do STF para analisar o caso envolvendo Silas Malafaia. De acordo com o editorial, o pastor não possui foro privilegiado e, portanto, o processo deveria tramitar na primeira instância da Justiça.

Outro ponto criticado foi o encaminhamento da ação ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes. A Folha alegou que o processo não teria seguido o sorteio tradicional utilizado pela Corte para distribuição dos casos.

O jornal também afirmou que há uma “metamorfose” no funcionamento do Supremo e declarou que críticos do tribunal estariam sujeitos a uma “teia de repressão”. O texto menciona ainda que alguns ministros tentariam “escrever uma nova Constituição”, em referência às interpretações adotadas pela Corte em decisões recentes.

O caso envolvendo Malafaia amplia o debate público sobre liberdade de expressão, limites institucionais do Judiciário e atuação do STF em temas políticos. Nos últimos anos, decisões da Corte têm provocado forte repercussão entre aliados e opositores do governo federal, parlamentares, juristas e setores da sociedade civil.

Até o momento, o STF não respondeu diretamente às críticas publicadas pela Folha no editorial. O processo envolvendo o pastor segue em tramitação na Suprema Corte.

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